Arquivo FolhaAbrão (à direita): indenização de R$ 6 milhões por calúnia e difamaçãoGOIÂNIA - O deputado federal Pedrinho Abrão (PTB) resolveu limpar o nome e escolheu a Justiça como ponto de partida. Com duas ações, uma na Procuradoria Geral da República (PGR) e outra na Justiça Federal, o deputado acusado de cobrar propina para aprovar verbas da União, no caso que ficou conhecido como o ‘‘escândalo do Orçamento’’ quer ser indenizado em R$ 6 milhões.
Por meio do advogado Natanael Lacerda, ele representou ontem na PGR, por crime de calúnia, o ministro do Meio Ambiente e Recursos Hídricos e da Amazônia Legal, Gustavo Krause. Além de Krause, quer a retratação do funcionário do Ministério, Paulo Romano, e do lobista Alfredo Moreira Filho, da consultora Andrade Gutierrez.
O ministro Krause, o funcionário Paulo Romano e o lobista da empreiteira acusaram o deputado, em dezembro do ano passado, de cobrar propina de 4% para aprovar verbas federais para a construção da barragem do Castanhão, em construção no Interior do Estado do Ceará.
Afastado da liderança do PTB, também da relatoria parcial da Subcomissão de Meio Ambiente, e da Comissão Mista de Orçamento, Pedro Abrão está respondendo por processo de cassação na Câmara. O advogado de Abrão acredita que a perda de mandato de deputado federal não deverá ocorrer.

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