Leandro Donatti
De Curitiba
A ABN Farma Ltda (antiga Abifarma Medicamentos), distribuidora de remédios fixada em Curitiba, divulgou nota oficial ontem contestando denúncias feitas por Jorge Meres, ex-motorista do empresário William Sozza, envolvido com o narcotráfico em Campinas, em depoimento à CPI. A empresa disse através da nota que não tem nada a ver com os carregamentos de remédios roubados, pagos com pasta de cocaína e armas, revelados pelo ex-motorista.
A ABN Farma anunciou que vai ingressar com uma interpelação judicial contra a Associação Brasileira da Indústria Farmacêutica (Abifarma), que teria apontado a empresa como envolvida no esquema. À CPI, Meres contou que levava os carregamentos roubados a galpões da Abifarma, na Grande São Paulo e na capital. Quando soube das denúncias, a associação se eximiu da culpa e citou a distribuidora de remédios homônima como possível envolvida.
‘‘A ABN Farma é uma das poucas distribuidoras no País que vêm adotando a sistemática de constar das notas fiscais de recebimento de mercadorias e da venda delas o número do lote referente ao medicamento, de modo a identificar precisamente a origem e o destino dos mesmos’’, informa a nota.
A empresa afirma ainda que jamais teve contato com a Abifarma ou qualquer integrante da CPI. Essa, porém, não é a primeira vez que a hoje ABN Farma se vê envolvida em denúncias. Há dois anos, a empresa foi acusada de vender o lote 351 de Androcur falsificado a um hospital. O medicamento é fabricado oficialmente pela Schering. O caso se arrasta na Justiça.

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