O diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), coronel Ariel de Cunto, negou ontem que a agência tenha investigado as atividades empresariais do filho do presidente Fernando Henrique Cardoso, Paulo Henrique. Em nota divulgada no início da noite, o coronel afirmou que a Abin agiu dentro de parâmetros legais ao procurar ‘‘ouvir pessoalmente’’ a versão do empresário João Batista Pereira Vinhosa, de Itaperuna (RJ). O empresário acusa Paulo Henrique de favorecer a empresa White Martins em concorrência pública.
‘‘Não existe qualquer conotação entre a audiência com o denunciante e as atividades empresariais desenvolvidas pelo sr. Paulo Henrique Cardoso’’, diz a nota, em que o coronel admite que os agentes da Abin entrevistaram o empresário em sua casa. ‘‘A presença da Abin em tal episódio visava tão somente a esclarecer o reflexo causado pelo interesse nacional que, segundo o denunciante, estaria seriamente comprometido.’’ Em entrevista à TV Record na noite de anteontem, FHC admitiu saber da investigação, mas enfatizou se tratar de ‘‘insinuação’’ e que a Abin só foi verificar porque ele recebeu cartas do empresário. (A.E.)

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