O ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Alberto Cardoso, demitiu ontem o coronel Ariel Rocha de Cunto do cargo de chefe da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). A gota d’água para a saída dele foi a denúncia da nomeação do tenente da reserva do Exército Carlos Alberto del Menezzi, apontado como torturador em depoimentos na Justiça Militar, para um cargo de chefia na Abin, ocorrida há quatro meses. O episódio enfraquece o general Alberto Cardoso.
Nos últimos 15 dias, a Abin foi acusada de ‘‘bisbilhotagem’’ da vida do governador de Minas Gerais, Itamar Franco, e do filho de FHC, Paulo Henrique Cardoso. Mas o fato que mais notabilizou a agência foi o anúncio de que as fitas com a gravação de conversas no BNDES, sobre o processo de privatização da Telebrás, foram encontradas debaixo de um viaduto.
O tenente Del Menezzi foi funcionário do extinto Serviço Nacional de Informações. Há quatro meses ele foi nomeado por de Cunto para ser diretor de Acompanhamento de Organizações Criminosas da Abin. Cardoso exigiu também o afastamento imediato do ex-tenente. (A.E.)

mockup