Abilhôa diz que não tinha provas
Curitiba - O procurador Dartagnan Cadilhe Abilhôa não nega que tenha arquivado denúncias contra o tenente-coronel Valdir Copeti Neves, mas garante que nunca obteve qualquer prova contra o oficial da PM. ''Se eu tivesse provas, teria feito o meu trabalho. Recebi denúncia de tortura contra o Neves de policiais militares que praticaram um latrocínio no interior do Estado. A tortura não foi comprovada e foi para o arquivo. Se a denúncia de grupos de extermínio cair aqui, vou detonar com ele'', prometeu o procurador.
Os policiais militares que teriam sido torturados por Neves confessaram o crime em gravações feitas pelo serviço reservado. Da mesma forma como a confissão obtida por Neves e sua equipe de todos os denunciados pela morte do menino Evandro Ramos Caetano, na época com 7 anos, num suposto ritual de magia negra. Beatriz e Celina Abagge foram absolvidas de um primeiro júri alegando que teriam sido torturadas pela equipe de Neves para confessar o crime em que as duas ficaram conhecidas como ''Bruxas de Guaratuba''.
Abilhôa se disse perseguido pelo atual secretário de Segurança Pública, que estaria mantendo os telefones da PIC grampeados. A perseguição estaria sendo configurada com a tentativa de promoção de processos administrativos contra o filho dele, o policial civil Ricardo Abilhôa, investigado por suposto sequestro e extorsão. O processo foi arquivado na Corregedoria da Polícia Civil. Mas Abilhôa promete processar os delegados que investigaram o caso.
''Ele (Delazari) está fazendo uma perseguição sistemática contra a minha pessoa. É uma perseguição doentia e cheia de terror. É uma loucura tudo isso. Recebi ameaças durante a CPI do Narcotráfico por bandidos e resolvi ir até o final. Agora estou sendo questionado por isso. Acho que ele (Delazari) deveria procurar um psiquiatra e resolver seus problemas'', reclamou o procurador. (L.P.)





