Abi vira réu em ação da Publicano
A Promotoria de Defesa do Patrimônio Público ajuizou a primeira ação por improbidade administrativa relativa à organização criminosa que agia na Receita Estadual de Londrina, desbaratada pela Operação Publicano, deflagrada em março pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Protocolada no último dia 13, a ação acusa 26 auditores, sete empresas e sete empresários do setor de vestuário, além de dois contadores e um advogado.
O 44º réu é o empresário Luiz Abi Antoun, parente distante do governador Beto Richa (PSDB), apontado pelo Ministério Público (MP) como líder político do esquema de cobrança de propina e sonegação fiscal. O parente de Beto "detinha fundamental papel nesta organização arquitetada, conferindo estabilidade e segurança para a prática das ilicitudes arquitetadas pelo grupo", disse o promotor Renato de Lima Castro. Castro explicou que "fatiou" as ações relativas à Publicano; cada setor econômico será alvo de uma ação específica.
Entre os auditores, estão os lotados em Londrina como Márcio de Albuquerque Lima e sua esposa Ana Paula Pelizari Marques de Lima e os ex-delegados regionais Dalton Lázaro Soares, José Luiz Favoreto Pereira e Marcelo Müller Melle. Segundo o promotor, o juiz da 2ª Vara da Fazenda Pública, Emil Tomás Gonçalves, já decretou o bloqueio de bens de todos os requeridos até o montante de R$ 1,4 milhão para cada requerido, valor de vantagem indevida que teria sido negociada no núcleo do vestuário.
* Processo transcorre sob segredo de justiça em razão da quebra de sigilo fiscal e bancário
* A divisão visa dar agilidade à tramitação dos processos
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