Nas alegações finais, os promotores também relatam conversa entre Luiz Abi Antoun e o advogado José Carlos Lucca por meio do aplicativo Whatsapp. O diálogo ficou registrado no telefone de Lucca, apreendido quando o advogado foi preso, e consta de laudo pericial do Instituto de Criminalista (IC) anexado ao processo.
Na conversa, conforme entendimento do MP, Lucca pede a Abi uma audiência com o governador, o que teria sido prontamente atendido por Abi. Referindo-se aos diálogos constantes do laudo do IC, os promotores escrevem: "Lucca diz a Luiz Abi que ele e outras pessoas não mencionadas precisavam ‘falar com o chefe’, ao que Abi imediatamente questiona: ‘Beto Prefeito?’, tendo Lucca então respondido: ‘prefeito’, por óbvio referindo-se à pessoa de Beto Richa, atual governador do Estado do Paraná".
Adiante, relatam que "atendendo prontamente à solicitação do integrante da organização criminosa por ele encabeçada, Luiz Abi entra em contato com Beto, acertando, com extrema facilidade, o encontro entre ele e Lucca para a quinta-feira próxima, às 9h30, comunicando o último quanto à reunião com o ‘prefeito’". Na conversa, Abi ainda diz a Lucca que este poderia usar seu nome, "revelando-se de modo induvidoso o peso que o nome de Luiz Abi ossui no cenário político do Estado do Paraná".
O promotor Jorge Barreto disse que o objetivo de incluir esses fatos nas alegações finais é justamente de demonstrar "a ascendência que Abi tinha sobre a organização criminosa".
Por meio de sua assessoria, o governador do Estado informou que "não conhece Lucca" e que "esse encontro nunca ocorreu". (L.C.)

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