Abertura de contas liga negociantes de dólares
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A CPI do Narcotráfico deu num novo passo, na quinta-feira passada para chegar aos esquemas milionários de lavagem de dinheiro da maior quadrilha já denunciada no Brasil. Depois de uma investigação feita em conjunto com a Polícia Federal, a CPI determinou a quebra de sigilo bancário, fiscal e telefônico de 14 empresários e 13 casas de câmbio, agências de turismo e de factoring, suspeitas de terem sido criadas para lavar dinheiro.
Algumas dessas empresas foram abertas pelas mesmas pessoas que já atuavam como doleiros do Esquema PC, segundo o deputado Robson Tuma (PFL-SP). Segundo ele, isso mostra a existência de um núcleo centralizador de mega-operações de lavagem de dinheiro do narcotráfico e do crime organizado no País. E reforçam as investigações da CPI em torno de Maurício D., o homem com muitos nomes e nenhum rosto, suspeito de ser um dos cérebros das operações de lavagem de dinheiro no Brasil.
A quebra do sigilo dos 14 empresários e 13 casas de câmbio aproxima a CPI do Narcotráfico do esquema de lavagem de dinheiro de Maurício D. (Leia ao lado). O grupo dele, que teria sido responsável pela montagem do esquema de lavagem de dinheiro de PC Farias, teria herdado o espólio após a morte do ex-tesoureiro do ex-presidente Fernando Collor de Mello. Articulado com grupos internacionais da máfia libanesa e siciliana ele teria inclusive uma empresa aberta em conjunto com um dos capos da máfia na Itália, Antonio Zanetti, em Beluno, na Itália Maurício e seus companheiros teriam se transformado em um dos grupos mais poderosos da lavagem de dinheiro no Brasil.
A suspeita é de que todos aqueles que têm dinheiro sujo para lavar acabariam caindo direta ou indiretamente nas mãos deste grupo.





