O diretor regional da Associação Brasileira das Concessionárias de Rodovias (ABCR), Washington Lemos Filho, acusou na sexta-feira o candidato das oposições ao governo, senador Roberto Requião (PMDB), e o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) de estarem se aproveitando politicamente da cobrança do pedágio. Ele disse que o caráter ‘‘político e eleitoreiro’’ que vem sendo dado às manifestações que estão acontecendo nas praças de pedágio das rodovias que compõem o Anel de Integração ‘‘estão deixando de lado a análise do mérito da cobrança de tarifas nas estradas do Paranᒒ, facilitando a exploração política.
Lemos Filho citou o protesto realizado pelo MST no dia 08 na Praça São Luiz do Purunã e a ‘‘Camionata contra o pedágio’’ programada por empresas de transportes de carga, com o apoio do senador, que acontece nesta terça-feira, 15, a partir das 17 horas, na Praça da Vila Guarani, em Paranaguá. O convite para a ‘‘camionata’’ revela o apelo político da manifestação, na avaliação do diretor. ‘‘Vamos mostrar ao Paraná que o pedágio é um roubo, um negócio entre amigos que vai acabar na virada do ano, com a posse do governador Roberto Requião’’, diz o convite.
Segundo Lemos Filho, a ABCR não é contra nenhum tipo de manifestação, porém a entidade considera que as praças de pedágio não são os locais para atos políticos. ‘‘O foro destas discussões não são as praças, mas a Justiça’’, disse. O diretor informou que este entendimento fez que representantes de todas as seis concessionárias (Ecovia, Rodonorte, Econorte, Viapar, Caminhos do Paraná e Rodovia das Cataratas) decidissem na última quinta-feira suspender quaisquer comentários sobre a disputa judicial entre o governo do Estado e as empresas.

mockup