Curitiba - A chegada de um helicóptero da Polícia Civil à Superintendência da Polícia Federal no início da noite de sexta-feira (1º) gerou movimentação de apoiadores do ex-presidente Lula que mantêm um acampamento em frente à sede da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde ele está preso desde abril do ano passado. A aeronave pousou às 18h05 no heliponto do prédio, localizado no bairro Santa Cândida, desencadeando gritos como "Lula livre", "Força, Lula" e "Lula, eu te amo".
Curiosos subiram em muros, árvores e até postes para tentar registrar a operação com o celular. Na quadra dos fundos da PF, a concentração de jornalistas que aguardava a subida do ex-presidente ao heliponto presenciou manifestações de motoristas em apoio e contra Lula. Um procedimento de imobilização das hélices da aeronave poucos minutos depois e a retirada de toda a equipe de segurança e pilotagem, contudo, indicou que o transporte do ex-presidente não ocorreria de forma imediata.
EMOCIONADO
A deputada federal e presidente do PT, Gleisi Hoffmann, disse ao sair de encontro com o ex-presidente Lula na tarde dessa sexta-feira (1º), na Superintendência da PF, que o ex-presidente estava "bastante abatido" com a morte do neto, Arthur Araújo Lula da Silva, de 7 anos, vítima de meningite.

"O presidente Lula está muito triste. Disse que nunca esperaria uma notícia como essa, e disse que deveria ser proibido um pai enterrar um filho e um avô enterrar um neto", contou. "Ele está bastante emocionado, bastante abatido. Chorou várias vezes. A gente procurou confortá-lo, conversar com ele durante a tarde", disse.

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