A vice-governadora Emília Belinati (PTB) acompanhou ontem na sua residência em Curitiba os desdobramentos da prisão do marido e ex-prefeito Antonio Belinati (sem partido). Emília soube das primeiras informações por volta das 9 horas.
Muito abalada, a vice-governadora tentava por volta do meio-dia descobrir ao certo o que tinha acontecido com Belinati. As informações dos advogados que cuidam da defesa do ex-prefeito de Londrina eram desencontradas. Emília Belinati ficou chocada com as imagens ao vivo, pela tevê, do tumulto que marcou a saída de Belinati rumo ao distrito policial.
A Folha apurou que a vice-governadora cogitou a possibilidade de deslocar-se para Londrina, porém foi aconselhada a permanecer em Curitiba. A assessoria da vice prometeu uma nota oficial, com algumas declarações de Emília Belinati, para o final do dia. Mas não divulgou. A vice-governadora não tinha condições emocionais para dar entrevistas.
Desde que o escândalo AMA-Comurb foi denunciado, em fevereiro de 1999, a vida da família não é mais a mesma. Emília Belinati enfrentou a hostilidade da oposição nas vezes em que assumiu interinamente o governo no lugar do governador Jaime Lerner (PFL). A vida do filho, Antonio Carlos, também não tem sido confortável.
Eleito deputado estadual em 1998 e tendo o pai como coordenador de campanha, Antonio Carlos foi acusado de usar dinheiro desviado na eleição. A assessoria do deputado informou que Antonio Carlos programava viagem a Londrina.

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