'Abacaxis' do Governador
ABACAXIS DO GOVERNADOR
(NOS ÚLTIMOS DOIS ANOS)
Maio de 97 - Lerner tentou se filiar ao PSDB, partido do presidente Fernando Henrique Cardoso. Sua filiação foi barrada pelo hoje senador Álvaro Dias;
Junho de 97 - Auge das investigações na Banestado Leasing, por conta de operações irregulares autorizadas na gestão Osvaldo Magalhães dos Santos;
Agosto de 97 - Depois de quase meio ano, o governador acaba com o suspense, oficializa seu desligamento do PDT e confirma sua filiação no PFL;
Novembro de 97 - Lerner enfrenta o bloqueio dos empréstimos externos na CAE, comandado por Osmar Dias (PSDB) e Roberto Requião (PMDB). A novela também foi longa. Cerca de um ano e meio;
Dezembro de 97 - A Paranaeducação, a paraestatal criada pelo seu governo para gerenciar a educação, gerou protestos generalizados;
Janeiro de 98 - Lerner foi comunicado no exterior que seu secretário de Agricultura, hoje deputado estadual Hermas Brandão, se demitia por suspeitas de fraudes em convênios;
Abril de 98 - O então presidente do Banestado Manoel Garcia Cid, o Neco Garcia, põe o governador em maus lençóis. Acusa os deputados de caloteiros;
Junho de 98 - Votação da mensagem, prevendo a privatização do Banestado, acaba em pancadaria. O governador, através de seu secretário de Fazenda, admite um rombo de R$ 4,1 bi no banco;
Junho de 98 - Indefinição de Lerner dá brecha para Aníbal Khury lançar o ex-governador Paulo Pimentel, como vice-governador, e Emília Belinati, como candidata ao Senado. Lerner muda tudo na última hora;
Julho de 98 - Depois de aderir à tese do pedágio, Lerner enfrenta crise com as concessionárias. Ele faz um corte linear de 50% no valor das tarifas. Oposição acusa a medida de eleitoreira;
Agosto de 98 - Viúvas do IPE vão ao horário eleitoral gratuito, no programa de Requião, seu maior adversário, reclamar da falta de pagamento dos precatórios;
Agosto de 98 - Lerner passa mal. Durante duas semanas teve de interromper sua campanha eleitoral, para recuperar-se de uma pneumonia;
Outubro de 98 - Começa a novela sobre o secretariado do segundo mandato. O desfecho só ocorreu em dezembro e gerou o rompimento do governador com a vice, Emília Belinati;
Novembro de 98 - Lerner tem que admitir que as finanças não vão bem. Em meio a crise econômica, baixa um plano de ajuste fiscal para o Estado. Anuncia a venda da Copel, Sanepar e Banestado;
Dezembro de 98 - O mês se resumiu na crise quem vai assumir o Banestado?. Celson Sabóia volta atrás, e o ex-ministro Reinhold Stephanes acaba emplacando a função. Depois de uma queda de braço com Gionédis;
Janeiro de 99 - A briga com a vice se agrava. Emília não participa da posse dos secretários no Palácio. Ela e Lerner não trocam olhares no juramento;
Fevereiro de 99 - Ruralistas querem o cumprimento de ordens judiciais contra o MST. Deputados criam bancada ruralista. Lerner tenta contornar os ânimos com o diálogo;
Março de 99 - Khury defende o aumento de pedágio. A declaração do presidente da Assembléia leva o governador a mais um impasse, novamente com as concessionárias;
Abril de 99 - No PFL, o governador leva duas semanas para derrubar Abelardo Lupion, que queria ser presidente do partido. Sindicalistas da APPvaiam o governador em Londrina. Renan Calheiros, da Justiça, passa por cima do governo e pede inquérito para apurar abusos contra sem-terra.





