A um dia da prescrição, Paulo Preto é condenado novamente na Lava Jato
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quarta-feira, 06 de março de 2019
José Marques Folhapress 
São Paulo - A um dia da prescrição de um dos processos em que é réu, o ex-diretor da Dersa (estatal paulista de rodovias) Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, foi condenado nessa quarta-feira (6) pela segunda vez na Lava Jato. Ele responde às acusações de formação de quadrilha, peculato (desvio de dinheiro público) e inserção de dados falsos em sistema público de informação. A Justiça Federal de São Paulo informou em movimentação processual que o ex-diretor foi condenado, mas ainda não publicou a pena.
Suspeito de ser operador do PSDB de São Paulo, Paulo Preto completa 70 anos nesta quinta (7) e o tempo para que as acusações contra ele caducassem, se não fosse condenado, seria reduzido pela metade. Nesta ação, Paulo Preto foi acusado pelo Ministério Público Federal de desvios no valor de R$ 7,7 milhões (mais de R$ 10 milhões corrigidos) em reassentamentos no trecho sul do Rodoanel, obra viária que circunda São Paulo.
Ele teria beneficiado, segundo a denúncia, quatro empregadas suas com unidades da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo) e auxílios-mudança, que deveriam ir para os atingidos pela obra. A denúncia contra eles foi a primeira da força-tarefa paulista da Lava Jato, apresentada em 22 de março do ano passado. Paulo Vieira de Souza sempre negou ter cometido qualquer irregularidade. Ele pode recorrer da decisão ao TRF-3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região).
Com base nessa ação, Paulo Preto foi preso preventivamente duas vezes no ano passado, mas acabou solto após habeas corpus concedidos pelo ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal). Uma decisão liminar (provisória) do ministro a pedido da defesa, do último dia 14 de fevereiro, também fez com que a fase final do processo ficasse suspensa e a ação tramitasse mais lentamente - no entanto, o próprio Gilmar reconsiderou a decisão na sexta-feira (1º) e o processo voltou à fase final.
O ministro foi alvo de um pedido de suspeição pela força-tarefa da Lava Jato em casos que envolvem Paulo Preto.


