Integrantes da Comissão Permanente de Investigação criada pelo Conselho Universitário da UEL para apurar denúncias de corrupção na instituição, também falaram com o ex-vice-reitor Marcio Almeida. Ele foi ouvido ontem à tarde em uma sala no Hospital Universitário (HU) – por sugestão da comissão – por quase três horas.
De acordo com o presidente da comissão, professor César Caggiano dos Santos, o depoimento serviu para dar novos encaminhamentos às investigações. ‘‘Em uma análise preliminar, o depoimento de Marcio Almeida foi muito importante para a comissão, apesar de alguns assuntos terem sido mantido em sigilo’’, avaliou.
O ex-vice-reitor entregou à comissão um termo de deliberação assinado pelos promotores Bruno Galati, Solange Vicentin, Sérgio Siqueira e Cláudio Esteves, decidindo pela manutenção do sigilo das denúncias apresentadas por ele. Entre as denúncias está aquela sobre as conversas telefônicas em que o chefe de gabinete afastado, Itaicy Mendonça, estaria cobrando propina em nome do reitor Jackson Proença Testa. Outra denúncia feita por Almeida é que o reitor teria conhecimento da reformatação do computador utilizado por Itaicy.
Segundo Caggiano, por uma questão de ‘‘estratégia’’, a comissão e o ex-vice-reitor decidiram não oficializar o depoimento. ‘‘O objetivo dessa reunião foi o primeiro contato, assim ele teria mais liberdade de colocar posições. Em um segundo contato tornaremos oficial’’, justificou.
Caggiano disse que a comissão ainda deve avaliar o teor dos esclarecimentos de Almeida para definir os próximos envolvidos a prestarem depoimento. A reportagem deixou recado para o ex-vice-reitor no início da noite, mas ele não retornou a ligação.

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