Subordinação inaceitável
Decidiu o lulopetismo em insistir como peça-chave de defesa numa ratificação da ONU contra a prisão e consequentemente interdição da candidatura presidencial. Tenta-se vender a ideia de que Lula não cometeu crime e que é um perseguido, como se o nosso Judiciário estivesse a serviço do terror.

Como a jurisprudência nacional vê como consumada a condenação do ex-presidente (e há uma derradeira hipótese de alterá-la no caso da decisão de segunda instância), um jogo de astúcia política se desenvolve para manter, o quanto for possível, o fulgor do messianismo, e quem o comanda é justamente o presidiário ao qual todos se subordinam, inclusive seu provável substituto, Fernando Haddad, que reduz o seu papel à condição de mero porta-voz, como se viu segunda-feira (3) em Curitiba.

Não consta que a ONU, nos anos de chumbo e das torturas, tenha feito qualquer mínima mediação para enquadrar o Brasil. E não fez porque sendo um organismo multilateral expressa em determinado momento histórico alguma forma de consenso sem desrespeitar instituições e sua soberania. Ainda que discutível no campo acadêmico, a questão de que possam ter as decisões da ONU um efeito vinculante, o que a maioria nega, conquanto seja acolhida em voto vencido e minoritário do ministro Edson Fachin, como se o juízo de valor que ela expressa pairasse acima do poder decisório dos tribunais.

O desgaste das instituições brasileiras é visível sem que haja uma reação enérgica dos poderes até porque seu status nada tem de favorável e o petismo se vale dessa condicionante para impor seus propósitos, ainda que sabendo que não tem como reverter essa conjuntura e que vai acabar onerando o candidato substituto por tanta façanha de baixíssima ética.

Serranópolis no mapa
No Ideb um destaque para o município paranaense de Serranópolis do Iguaçu, projetado com méritos pelo desempenho de seus alunos e escola. Surpreendeu a queda havida com São Paulo, que sempre liderou nos ensinos fundamental e médio. Geraldo Alckmin, ex-governador em plena campanha, teve que responder a questão em programa nacional da CBN. De 1º em 2015 caiu para o 3º e 4º lugares no ranking. Queda surpreendente também para Curitiba`, que em muitos anos liderou na área.

Desídia como rotina
Uma consulta ao Corpo de Bombeiros sobre a situação das instalações de museus e organismos culturais confirmou em Curitiba a falta de cuidados. Das solicitações, feitas seis delas estão pendentes e a maioria não houve sequer vistoria.
Esse tipo de realidade só se expressa depois do evento não desejado, aí sobram explicações como se dá neste momento com o Museu Nacional.

Batalha
A batalha campal do Centro Cívico em 2015 foi bem maior que a ocorrida em 1988, com Alvaro Dias em tropelias com os professores, e está sendo mostrada na tv como um feito comum dos candidatos Cida Borghetti, Ratinho Junior e Beto Richa, que tentaram tirá-la do ar e não tiveram êxito. Outras peças impactantes podem aparecer, como as operações do Gaeco, tanto a da roubalheira nas construções escolares "Quadro Negro", e a "Publicano", que descobriu uma gangue operando na hierarquia da receita estadual. Ainda na terça-feira (4) a reportagem da CBN foi ao Colégio Estadual Bandeirante de Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba, e que continua operando em péssimas e improvisadas condições por força dos desvios havidos.

Como se vê, decisões que não passaram por Cida ou Ratinho, como é o caso do massacre, acabam fundamentando recursos judiciais na campanha.

Vaquinha

Funcionários do Sesi e Senai bancam parte da campanha de Paulo Skaf (MDB) ao governo de São Paulo. Valem-se de uma vaquinha virtual trabalhadores da Fiesp e do Sistema S e já levantaram R$ 136 mil ao candidato que chefiou as entidades até julho.

Ameaça é maior
A situação fiscal do país ajuda o descuido que se viu no caso do Museu Nacional do Rio, e como ela se estende a estados e municípios atinge bens públicos em geral. Uma ameaça que pode alcançar barragens, redes elétricas, pontes, estradas, portos e aeroportos. Tivemos por exemplo aqui acidentes ecológicos nos portos e na baía, explosão do silão no governo Requião e nos anos quarenta o maior incêndio no setor de madeira do Porto, que levou semanas para ser contido.

Juruna
Até hoje os indígenas tiveram no xavante Mário Juruna o único representante da etnia, eleito em 1982 pelo PDT, mas agora se organizam e lançam 130 candidaturas em 24 unidades federativas e esperam eleger pelo menos um. Dentre eles, uma mulher, Joênia Wapixana, 44, filiada à Rede, concorre com possibilidades para deputada federal em Roraima. Aqui no Paraná o Juruna, com radinho de pilha à mão, atuou na campanha de José Richa em Corbélia (Oeste). Richa fez treze pontos em 1985: elegeu Requião em Curitiba e prefeitos de 12 municípios da região de fronteira.

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