''A Sercomtel é nossa'', gritavam contrários à venda
PUBLICAÇÃO
domingo, 19 de agosto de 2001
De Londrina 
A apuração extra-oficial feita pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) com o auxílio de um sistema ''on line'' serviu para animar um grupo de pessoas contrárias à venda, que acompanhou a apuração do plebiscito na sala do Tribunal do Júri. Não adiantaram os pedidos do presidente do TRE, desembargador Roberto Pacheco Rocha, para que as pessoas evitassem as manifestações. ''A Sercomtel é nossa'', gritavam. Pouco antes do final da apuração, os manifestantes cantaram o Hino Nacional. Cerca de 50 pessoas acompanharam o resultado.
De acordo com o padre Manoel Joaquim, um dos coordenadores do comitê do ''Não'', o pequeno número de votantes se deve ao fato de ser uma consulta setorizada e a população não estar acostumada a votar espontaneamente. ''Talvez as campanhas tanto do ''Sim'' como do ''Não'' não tenham sido eficientes. Desde sexta-feira estava convencido de que a coisa iria ficar pau-a-pau'', avaliou. Segundo ele, o amplo debate sobre as potencialidades e limitações da Celular não desgastaram a empresa. ''Londrina mostrou que está ao lado da Sercomtel'', acrescentou.
A mesma opinião tem o presidente do Sindicato dos Telefônicos de Londrina (Sinttel), José Aparecido de Moura. ''Acreditamos que a Sercomtel não vai falir e também é preciso que a administração municipal acredite na Sercomtel''. Segundo ele, o ''cidadão, mais do que ninguém'' apostou na viabilidade da empresa ao votar contra a privatização.
Além de perder nas urnas, a prefeitura terá de arcar com o gastos da consulta. Segundo convênio firmado entre o município e o TRE, o município deve pagar os custos da eleição cerca de R$ 45, segundo Nedson Micheleti. (L.R.)


