A Tele Norte-Leste foi adquirida pelo consórcio Telemar, por R$ 3,430 bilhões, com apenas 1% de ágio, o mais inexpressivo do leilão da Telebrás, realizado em 1998. Apesar do quase inexistente ágio, houve disputa pela Tele Norte-Leste, nos bastidores, já que o outro concorrente - o consórcio da Itália Telecom e banco Opportunity - apresentou proposta para compra de outra empresa -a Tele Centro-Sul - e ficou impedido de oferecer lance pela Tele Norte-Leste.
A notícia que correu na época é que o consórcio do Opportunity teria oferecido um ágio de quase R$ 1 bilhão. O envelope, com proposta de compra foi destruído no ato do leilão.
O foco da disputa entre os consórcios eram os fundos de pensão de empresas estatais, liderados pela Previ (do Banco do Brasil). Os dois precisavam dos recursos dos fundos para compor o capital para comprar a empresa. A Previ acabou optando pelo consórcio Telemar, integrado pelas empresas Andrade Gutierrez, Inepar, Macal (de Antonio Dias Leite), Fiago (os fundos de pensão, inclusive Previ) e duas seguradoras. Embora não figurasse oficialmente como integrante do consórcio, o empresário Carlos Jereissati, do grupo La Fonte, tornou-se o primeiro presidente do Conselho de Administração da nova Telemar.
Na época diretor da área internacional do Banco do Brasil, Ricardo Sérgio de Oliveira também respondia pela vinculação do BB com seu fundo de pensão. Na fita do grampo do BNDES surgiu um diálogo seu com o ex-ministro das Comunicações Luiz Carlos Mendonça de Barros, no qual ele aparece declarando ‘‘estamos no limite da nossa irresponsabilidade’’, ao referir-se ao pedido do ex-ministro para que o BB assinasse carta de garantia ao consórcio do Opportunity.

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