Cambé - O deputado federal e futuro secretário Estadual de Fazenda, Luiz Carlos Hauly (PSDB), disse ontem, durante reunião da Associação dos Municípios do Médio Paranapanema (Amepar), ser contrário à criação de um imposto exclusivo para atender à área de saúde O novo imposto, discutido durante a reunião, está sendo proposto como alternativa ao movimento pela volta da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF)
Segundo Hauly, ''a população repudia de forma ampla, geral e irrestrita a CPMF'' Conforme o deputado federal, a arrecadação do governo federal não caiu com o fim da contribuição e disse que o governo tem recursos suficientes para atender a área de saúde ou qualquer outra área ''O governo tem dinheiro para aplicar onde quiser Só no ano que perdeu a CPMF, ele arrecadou R$ 89 bilhões a mais, o que cobriria as perdas dos R$ 39 bilhões que seriam arrecadados (com a CPMF) e ainda sobraram R$ 50 bilhões'', afirmou
O novo imposto é defendido pelo presidente da Amepar, Almir Batista dos Santos, que é prefeito de Sabáudia Santos argumenta que se a volta da CPMF for irreversível no governo da presidente Dilma Rousseff (PT), que não seja na forma de contribuição, porque se for assim, não haverá nenhum repasse para os municípios Ele sugere a criação do Imposto sobre Movimentação Financeira (IMF)
A reunião ainda contou com a presença do deputado federal Alex Canziani e dos deputados estaduais Waldyr Pugliesi e Durval Amaral Hauly e Amaral foram homenageados como novos secretários da Fazenda e da Casa Civil, respectivamente, no futuro governo de Beto Richa (PSDB)
O futuro secretário da Casa Civil, deputado Durval Amaral, garantiu que as portas do novo governo estarão abertas a todos os prefeitos do Paraná, independente de partido ''Não há risco de nenhum prefeito ou liderança ser mal atendido; nós vamos fazer o bom atendimento, sem distinção'', disse Amaral

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