Questionado sobre as críticas à política econômica partidas de dentro do próprio governo, também chamadas de ''fogo amigo'', dirigidas, entre outros, ao ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu (política econômica) e do ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan (à política cambial), Lula disse que cada ministro tem direito de opinar, mas ponderou: ''A política econômica tem sido a razão do sucesso do País. Nós criamos a meta inflacionária que temos de cumprir. Foi uma meta para o governo cumprir''. Lula justificou que a política de juros é o único instrumento de ajuste da taxa de câmbio''.
Ao defender o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, Lula declarou: ''Alguém tem de ser responsabilizado de fazer o que tem que ser feito. O Banco Central faz isso. Todo mundo gostaria que o juro fosse menor. Ou senão deveríamos discutir outro método. O Palocci (ministro da Fazenda, Antonio Palocci) adoraria dizer ao mundo que o juro, no Brasil é 1%, 1,5%''.
Mais adiante, também sobre as críticas existentes dentro do governo, o presidente brincou: ''O gostoso do PT são as divergências que, de vez em quanto tem. Senão vira uma coisa pesadona''. Sobre informações repassadas por assessores que endossam críticas a política econômica do governo, Lula reagiu: ''Assessores não deveriam falar'', disse.

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