'A PEC não resiste 5 minutos na Justiça'
Curitiba - A PEC que pode beneficiar a Sanepar na briga travada com a Dominó Holdings, aprovada em primeira discussão ontem na Assembléia Legislativa, gerou protesto do líder da Oposição, Valdir Rossoni (PSDB), que enfatizou o ''excesso de passivos'' deixados pela gestão do governador Roberto Requião (PMDB). Ele se refere ao pedido do governo do Estado, em 2004, em anular o pacto de acionistas da Sanepar. Além disso, Rossoni argumenta que a PEC trata de dispositivos que são de competência da União, daí a inconstitucionalidade. ''A PEC não resiste 5 minutos na Justiça.''
''O governador Requião está novamente jogando para torcida, pois sabe que a PEC vai ser derrubada. O que nos preocupa é o volume do passivo que sua gestão está deixando. Os próximos governadores do Estado vão ter muita dificuldade'', atacou ele. O líder da Oposição também ironizou a primeira parte do texto da PEC, que antes de chegar aos dispositivos que poderiam interferir no pacto de acionistas da Sanepar, tratou de fundamentos e diretrizes gerais para as políticas de recursos hídricos. Segundo ele, tais questões já vigoram no País. ''Por lei, a água já é um bem público. A PEC não acrescenta nada.'' (C.S.)





