A marca da gestão
O governo de Ratinho Junior escolheu o brasão do Paraná como a marca da gestão iniciada em 1º de janeiro. A nova identidade foi apresentada pelo secretário da Comunicação Social e Cultura, Hudson José, durante reunião de secretariado realizada no Palácio Iguaçu na tarde de terça-feira (8).
"Respeitando princípios da legalidade, impessoalidade e economicidade, não usaremos slogans ou figuras que não sejam símbolos do Estado", explicou Hudson José. O secretário também dissse que a linha de trabalho da comunicação do Governo do Estado será baseada em três pilares: educativa, informativa e de orientação social.

Simbolismo
O símbolo traz um lavrador cultivando o solo, indicando as origens agrícolas do Estado e também a força dos paranaenses. O escudo vermelho é a demonstração do solo fértil, capaz de gerar riqueza em qualquer área. Os três picos - ou planaltos - representam a grandeza estadual e dão o tamanho da abrangência das ações de governo. As representações do sol e do céu azul indicam a capacidade do Estado de se reinventar (o sol nasce todos os dias) e a clareza. O ramo de erva-mate reforça o potencial econômico e o do pinheiro revela uma marca singular do Paraná. E a imagem da ave no alto do brasão, a harpia, representa o olhar atento que o Estado deve ter com todos os seus cidadãos.

Todos com Maia
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), já conseguiu o apoio declarado de pelo menos dez partidos para sua tentativa de reeleição no cargo. Na quarta-feira (9), o Solidariedade oficializou a aliança com o parlamentar fluminense e se juntou a PSL, PRB, PSD, PPS, PR, PSDB, PROS e Podemos, além do próprio DEM. Os partidos que se juntaram ao bloco de Maia somam 247 deputados eleitos em outubro do ano passado. Para ganhar em primeiro turno, o candidato à presidência da Câmara precisa da maioria absoluta dos votos, ou seja, 257 deputados. Caso contrário, a escolha vai para segundo turno.

Uma voz contra Moro
Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o ministro da Justiça, Sergio Moro, sendo alvo de questionamentos em um supermercado de Brasília sobre Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) citado em relatório do Coaf que indicou movimentações atípicas na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro). "Por que o Queiroz não é pauta? A roubalheira do PT é pauta, mas a do PSL, do Queiroz não é pauta do governo? Ele [Moro] não pode falar sobre isso? Aí você quer me censurar por isso também?", questiona o autor do vídeo, que tem uma bandeira do Brasil sobre os ombros. O ex-juiz aparece ao fundo do vídeo, em um dos caixas do supermercado. Mais próximo da gravação está Marcos Koren, segurança do ministro, com quem o autor do vídeo discute.

"Desagradável e mal-educado"
O segurança Koren diz não conhecer Sergio Moro e tenta acalmar o manifestante. "Estou gravando porque tenho um celular, estou em um ambiente público", rebate o autor. "Você está sendo desagradável e mal-educado com todo mundo aqui", diz Moro. O manifestante responde: "Vazar áudio da Dilma não é ser mal educado?", se referindo ao polêmico episódio em que Moro havia autorizado a divulgação de áudios de uma conversa entre a então presidente Dilma Rousseff, que não era investigada, com o ex-presidente Lula após ela ter convidado o petista a ser ministro de seu governo, meses antes do processo de impeachment. Na ocasião, a atitude de Sergio Moro foi questionada por juristas e repreendida pelo então relator da Lava Jato no STF, ministro Teori Zavascki.


Segurança reforçada
A assessoria de Sergio Moro confirma o bate-boca no supermercado, mas afirma que o ex-juiz não se lembra ao certo quando ocorreu. Na terça-feira (8), o presidente Jair Bolsonaro (PSL) determinou que a Polícia Federal reforce a segurança pessoal de seu ministro. "Diante de informações sobre situações de risco decorrentes do exercício do cargo de titular do Ministério da Justiça e Segurança Pública, determino à Polícia Federal providências no sentido de garantir, diretamente ou por meio de articulação com os órgãos de segurança pública dos entes federativos, a segurança pessoal do Ministro de Estado da Justiça e Segurança Pública e de seus familiares", diz o texto, publicado no Diário Oficial da União.

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