Josoé de Carvalho/Folha de LondrinaNova chanceMicheletto, deputado pela segunda vez: ‘‘É um desafio atender aos municípios como ele (Oguido) fazia’’Deputado federal há dois meses - ele era suplente e assumiu o mandato em fevereiro, depois da morte do deputado federal Homero Oguido (PMDB) -, Moacir Micheletto (PMDB), 50 anos, reconhece que transferir para si a tarefa de municipalista exercida por Oguido não é nada fácil. ‘‘É um desafio atender aos municípios como ele fazia’’, confessa. ‘‘Mas tem sido gratificante’’, completa.
Micheletto disse que era amigo de Oguido há anos e aproveitou 50% dos assessores do ex-deputado. ‘‘Fiquei com quatro deles’’, revela. É a segunda vez que ele assume uma vaga na Câmara. Na primeira, ficou no lugar de Said Ferreira, que deixou a Câmara para disputar a prefeitura de Maringá. O deputado é de Assis Chateubriand (87 quilômetros ao norte de Cascavel).
Além de encaminhar as reivindicações dos municípios ao governo federal, o deputado tem dedicado praticamente todo seu trabalho às causas agrícolas - ele é engenheiro agrônomo, vice-presidente da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep) e produtor rural. Ele também foi superintendente da área técnica da Campo (Companhia de Promoção Agrícola), bi-nacional Brasil-Japão.
‘‘Minha bandeira é a defesa da agricultura’’, confirma. Ele é membro da Comissão de Agricultura da Câmara e faz parte das frentes parlamentares da Agricultura e do Cooperativismo. Seus projetos são principalmente na área agrícola: ele está sugerindo a criação de um novo modelo para o Pronaf (Programa Nacional de Agricultura Familiar) por entender que o programa não está atingindo o pequeno produtor como deveria.
Ele também propõe mudança na legislação trabalhista do campo. O projeto está sendo discutido na Comissão de Trabalho. ‘‘A atual legislação é baseada no modelo urbano. Com uma legislação específica para o setor, queremos beneficiar tanto empregados como empregadores’’, argumenta.

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