À custa de pressão, governo marca reunião com centrais sindicais
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quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Lu Aiko Otta e Edna Simão<BR> Agência Estado 
Brasília - À custa de alguma pressão, foi marcada para amanhã a reunião do governo com as centrais sindicais que dará início aos entendimentos sobre o novo valor do salário mínimo para 2011 A proposta oficial do governo é R$ 540, mas integrantes do Executivo já acenaram com R$ 550, que na prática virou piso das negociações Os representantes dos trabalhadores vão insistir em R$ 580 Para atendê-los, o governo terá de arranjar mais R$ 12 bilhões para bancar os gastos adicionais da Previdência Social
A distância nas cifras mostra que a discussão vai-se alongar, provavelmente até dezembro Na falta de acordo, a tendência é que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente eleita, Dilma Rousseff, sejam chamados a arbitrar o valor ''Eles (os ministros da área econômica) vão levar a questão para o Lula e a Dilma'', apostou o presidente da Força Sindical e deputado federal, de Paulo Pereira da Silva, o Paulinho (PDT-SP)
O valor terá de ser decidido até o dia 31 de dezembro, pois entrará em vigor no dia 1º de janeiro de 2011 Se até o lá a proposta de Orçamento de 2011 não houver sido aprovada, como é provável, será editada uma Medida Provisória para fixar o novo mínimo
As centrais vão priorizar a discussão do piso salarial, deixando para um segundo momento o debate sobre o reajuste para os aposentados que ganham mais do que um salário mínimo Paulinho disse que defenderá um reajuste equivalente a 80% do concedido ao piso salarial ''Mas vamos deixar para depois, porque são mais R$ 3 bilhões'', disse O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique da Silva Santos, afirmou que a discussão das aposentadorias ocorrerá em separado
Ontem, a Comissão Mista de Orçamento aprovou o relatório preliminar da proposta orçamentária de 2011 Ele prevê um piso salarial de R$ 540, mas avisa que o valor subirá, após entendimentos entre governo e centrais O relator da matéria, senador Gim Argello (PTB-DF), disse que dá para acomodar um mínimo maior do que R$ 540, mas não muito maior ''Não podemos fazer do Orçamento uma peça de ficção ''


