Medo do desemprego e dúvidas sobre a estabilidade, em caso de privatização. Segundo o diretor regional do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Telecomunicação (Sinttel), João Henrique Shimidt, esses são os principais motivos de preocupação dos funcionários da Sercomtel - tanto da Fixa quanto da Celular, salientou - em meio ao debate sobre o futuro da telefônica. Para o dirigente, contudo, dois pontos são consenso entre os servidores: a contrariedade à venda e a preferência para que discussão do tipo aconteça só depois das eleições de 2008.
De acordo com Shimidt, o Sinttel criou uma comissão com representantes da entidade, da Fixa e da Celular para fazer frente à discussão com o Legislativo. ''Para os posicionamentos da categoria serem expostos, é preciso primeiro que ela tenha mais informações para tomar uma decisão - porque, por ora, os funcionários estão em um emaranhado de dados e considerações que vêm de políticos'', disse.
O diretor acredita que o debate sobre a telefônica em ano pré-eleitoral ''sai contaminado'' por viés político. ''Da forma como tudo tem sido colocado, no momento, o que eu vejo é atitude de políticos com e para fins políticos'', reclamou, sem entrar em detalhes. Na Câmara, representantes do grupo de estudo vêm negando sistematicamente que a análise tenha esse perfil.
Em relação à possibilidade de revogação da lei que instituiu a necessidade de plebiscito sobre negociação de ações, Shimidt deu o tom: ''Para nós, a consulta popular está valendo. A Câmara pode até tentar reverter isso, mas a categoria está organizada, de olho, pronta para dizer, na hora certa, o que pensa'', avisou. (J.G.)

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