Acompanhado de um batalhão de secretários municipais, o prefeito de Londrina, Alexandre Kireeff (PSD), abriu ontem os trabalhos legislativos na Câmara de Vereadores. Em sua mensagem, destacou como prioridades para o segundo ano de seu governo a aprovação das leis complementares do Plano Diretor que ainda faltam, a criação de agência reguladora dos serviços públicos e a readequação do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) para corrigir "injustiças".
Essa foi a primeira vez que o prefeito fala em alterar o IPTU. Desde que assumiu, sempre se posicionou contra a correção da Planta Genérica de Valores, que não é reajustada há treze anos. A manutenção acaba trazendo desigualdades, uma vez que áreas que valorizam mais acabam pagando tributos mais baixos que outras de menor valorização.
No ano passado, o secretário da Fazenda, Paulo Bento, afirmou que há propostas que variam de R$ 30 milhões a R$ 80 milhões. Porém, o prefeito disse não saber quando ocorrerão as mudanças nem como serão feitas, mas afirmou que a discussão terá participação da sociedade civil.
Kireeff iniciou a fala lembrando do trabalho do ano anterior, em que teve apoio em quase todos os projetos que encaminhou para o Legislativo. "Havia a tese de que seria impossível um prefeito eleito sem nenhum vereador de sua base produzir nesta Casa a favor da cidade de Londrina e foi exatamente o contrário o que aconteceu. Uma postura republicana do Legislativo e do Executivo e uma obrigação de todos nós, de administrar a favor de Londrina", disse Kireeff.
Em seguida, enumerou decisões que passaram pela Câmara, como a criação de cargos para a Procuradoria Geral do Município e a ampliação da área urbana, em dezembro, para a construção de casas populares na Zona Norte. Para o prefeito, foram conquistas para o londrinense que contaram com o apoio do Legislativo.
Para 2014, Kireeff aponta a necessidade de aprovação das leis complementares do Plano Diretor, que foram protocolados no último dia antes do recesso, em 20 de dezembro. "Já entregamos (ao Legislativo) e vamos ter um prazo muito razoável, garantido pelo trato transparente", disse Kireeff, lembrando que os textos serão discutidos cinco anos após a aprovação do Plano Diretor.
Outra prioridade será a criação da agência reguladora dos serviços públicos de Londrina, que será chamada de Arselon. O principal alvo será a qualidade do abastecimento de água, hoje sob responsabilidade da Sanepar com base em contrato emergencial. A aprovação sairia mesmo antes da definição do futuro do serviço: se permanece com a concessionária atual, se terceiriza para outra empresa ou se o município assume os serviços.
O presidente da Câmara, Rony Alves (PTB), também elencou como prioridades o Plano Diretor e a aproximação do Legislativo com a população, levando os trabalhos até os bairros. Ele também reiterou o posicionamento mais crítico dos parlamentares neste segundo ano em relação a problemas do município, como mato alto, dificuldades na saúde pública e buracos nas ruas.

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