'A Câmara tem legitimidade', diz OAB
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terça-feira, 31 de julho de 2012
Danilo Marconi <br> <br> Reportagem Local 
O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Londrina, Elizandro Pellin, não viu desrespeito à legislação no processo de cassação de Barbosa Neto (PDT). Para ele, o rito processual foi garantido pela Câmara. A sessão de julgamento durou mais de 12 horas e foi questionada pela defesa do pedetista por ocorrer durante o recesso parlamentar.
''O processo ocorreu dentro dos parâmetros normais da previsão da legislação. Não houve afronta às garantias do amplo processo legal e não se verificou nenhuma aberração. Foi respeitado o contraditório, ampla defesa e a cassação é legítima uma vez que a lei prevê esse regimento. Tem que lembrar que seu caráter é um julgamento político e cabe às partes eventuais recursos'', explicou.
Barbosa Neto teve o mandato cassado por manter dois vigias na rádio em que é sócio-proprietário sendo pagos com recursos públicos, através de um contrato entre a empresa Centronic e a Prefeitura de Londrina. Barbosa responde a sete ações por improbidade administrativa acumuladas em três anos e três meses de gestão.
''Mais uma vez o sentimento é de que temos culpa por não formarmos novos líderes. Mas é hora de olhar para a frente. Seja qual for o prefeito vamos colaborar com projetos para o desenvolvimento da cidade'', comentou o presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Flavio Balan.
''Queremos que a Justiça seja reta, que tenha origem e que a decisão tomada pelos vereadores de fato seja algo que venha beneficiar a cidade'', ponderou o vice-presidente do Conselho de Pastores, Moises Ramos.
O assessor do setor de comunicação da Arquidiocese, padre Claudinei Silva, observou que mudanças podem ser feitas no processo eleitoral de outubro. ''O voto não tem preço, tem consequência. Vejo com tristeza a situação política de Londrina, que tem que ser mudada, e isso não depende só dos políticos mas do cidadão. Essa é a grande lição que temos que tirar de tudo isso. Nas eleições desse ano o cidadão poderá ter um compromisso maior com relação ao voto e escolher o candidato que pensa no futuro e não no presente'', avaliou.
''Temos que trabalhar enquanto sociedade para que o governo trabalhe com a perspectiva de prevenção, assim poderemos alcançar maturidade democrática. Há necessidade que a gente pare de trabalhar o mal que queremos evitar e passemos a tratar do bem que nós queremos construir'', avaliou o vice-presidente do Observatório de Gestão Pública de Londrina, Fabio Cavazotti.


