97 será o ano do emprego, garante FHC
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quarta-feira, 01 de janeiro de 1997
Edson Luiz, Agência Estado<br> de Fernando de Noronha 
O presidente Fernando Henrique Cardoso considera que 1997 será o ano do investimento e do emprego. O governo espera que a economia cresça entre 4% e 5% este ano, já que considera que todas as previsões feitas em 1996 foram superadas. O presidente também quer que o Congresso vote logo a emenda da reeleição, para que outros temas importantes sejam votados. É preciso que tome logo uma decisão para evitar que uma série de matérias, que são da maior importância, fiquem postergadas por causa, perdão, deste nhén, nhén, nhén..., disse, repetindo uma expressão que criou para definir o excesso de conversa e de pouca ação dos políticos.
O presidente quebrou o descanso e a promessa de não falar de política em duas horas de conversa com jornalistas no arquipélago de Fernando de Noronha. Sobre reeleição, tema preferido dos políticos em Brasília, o presidente disse, que se tiver de se candidatar de novo, a sociedade saberá compreender que não estará simplesmente querendo esticar o mandato. O povo brasileiro não é bobo, disse, e por mais que tentem dizer,ele sabe que não é uma prorrogação; ele sabe que é uma escolha, afirmou.
Para Fernando Henrique, a aprovação popular de seu governo foi o que mais importante lhe aconteceu em 1996. No entanto, ponderou, ele não se empolga com as pesquisas. Não se pode governar como se fosse um barquinho atravessando o Canal da Mancha, disse. Temos que ter objetivos. Afirmou ainda que não fará nenhuma reforma ministerial e que a troca de ministros, quando houver, não será por barganhas políticas, mas por competência.


