Curitiba - Cerca de 800 obras no Paraná, que receberam recursos do Estado, apresentam hoje algum tipo de problema. O número foi revelado ontem pelo secretário Estadual de Obras Públicas, Julio César de Souza Araújo Filho, ao deputado estadual Artagão Júnior
(PMDB), durante a segunda reunião da Comissão de Fiscalização da Assembléia Legislativa para tratar das obras inacabadas. O peemedebista, que preside a comissão, informou que as obras relacionadas pelo secretário estadual estão paralisadas, atrasadas ou foram mal executadas e que o número ‘‘pode ser ainda maior’’.
  Ele explica que, por enquanto, o número é resultado da união de informações contidas em relatórios elaborados por três secretarias estaduais, de Obras Públicas, dos Transportes e do Desenvolvimento Urbano, e que ainda aguarda dados da secretaria estadual da Educação para fechar um número final. ‘‘Acho que a secretaria da Educação vai aumentar significativamente o número de obras’’, disse Artagão Júnior.
  O parlamentar disse que ainda não poderia divulgar à imprensa a lista de obras, já que ainda caberia um estudo conclusivo sobre as informações. A comissão também já solicitou ajuda do Tribunal de Contas (TC) do Estado para levantar outros dados. Artagão Júnior antecipou, entretanto, que a comissão estuda medidas para tentar solucionar pontos que já foram detectados. Segundo o peemedebista, a secretaria de Obras Públicas, responsável pela fiscalização de todas as obras que recebem recursos do Estado, não tem um controle unificado sobre as empresas que vencem as licitações e depois têm algum problema para executar a obra. ‘‘Empreiteiras que não fizeram um bom trabalho continuam participando das licitações’’, criticou ele.
  ‘‘Resta claro que não existe um cadastro único para controle das empresas que estão com problemas com o Estado. O que se tem hoje é um controle feito de forma independente, por cada secretaria de Estado (que destina verbas para obras). A nossa proposta seria fazer um cadastro único. Para participar de um processo de licitação, a empresa teria que apresentar uma certidão negativa do cadastro único’’, explicou ele, acrescentando que irá convidar empresários para participarem da próxima reunião da comissão. ‘‘Nós ainda estamos apurando responsabili-dades’’, reforçou ele.

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