Curitiba - A Polícia Militar do Paraná divulgou ontem como será o policiamento no primeiro turno das eleições no próximo domingo. Em todo o Estado serão direcionados 7,4 mil policiais militares e 1.280 viaturas exclusivamente para acompanhar o pleito. Em Curitiba e região serão 2,5 mil PMs e 300 viaturas, e no interior 4,9 mil policiais e 980 viaturas.
''Para se ter uma ideia, em um domingo normal em Curitiba e região, trabalham em turnos de seis horas 260 PMs, com utilização de 110 viaturas'', comparou o major Éveron Cezar Puchetti Ferreira, porta-voz da corporação. O policiamento será concentrado em 5.711 locais de votação. Segundo Puchetti, esse efetivo e estrutura extras foram disponibilizados por meio de remanejamentos e uso de PMs que trabalham em funções administrativas. Já haverá um reforço no policiamento na véspera da eleição.
Na última terça-feira, a Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp) informou que nesta eleição não vai publicar resolução para Lei Seca no Paraná, o que permitirá que bebidas alcoólicas sejam comercializadas normalmente durante todo o domingo.
Ainda assim, o número de PMs e viaturas empregados na ação da Polícia Militar não será muito diferente em relação a eleições anteriores. Segundo Puchetti, o efetivo e a estrutura deslocados estão ''na média'' dos últimos pleitos. Porém, ele apontou que a corporação ''não será condescendente com quem ingerir bebida alcoólica e atrapalhar a eleição''.
Puchetti informou que os detidos por crimes eleitorais serão encaminhados para fóruns, unidades da PM ou da Polícia Civil. Em Londrina os presos serão levados para o Moringão, e em Curitiba para a sede do Tribunal Regional Eleitoral (TRE).
A representação paranaense da Associação Brasileira de Bares e Casas Noturnas (Abrabar) confirmou ontem que vai recomendar aos associados para que interrompam o atendimento entre as 5 e as 17 horas no domingo. Para restaurantes e churrascarias, considerados ''ambientes familiares'', não haverá recomendação. ''É nossa chance de mostrar que estamos à altura da confiança que o poder público está depositando'', disse Fábio Aguayo, presidente da Abrabar no Paraná.

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