Curitiba - Setenta e três pessoas cometeram crimes ou delitos eleitorais no Paraná ontem, durante o segundo turno das eleições, segundo balanço apresentado pela Polícia Militar (PM) do Estado. Estas ocorrências resultaram em 18 prisões em flagrante, dois flagrantes de ato infracional (adolescentes apreendidos) e 53 termos circunstanciados.
Os crimes envolveram venda e/ou consumo de bebida alcoólica, nas cidades de Abatiá, Ampére, Arapongas, Arapoti, Bela Vista do Paraíso, Campo Mourão, Centenário do Sul, Conselheiro Mairinck, Cornélio Procópio, Cruzeiro do Oeste, Farol, Ibaiti, Irati, Maringá, Nova Tebas, Santo Antônio da Platina e Tapejara; desobediência a ordens ou instruções da Justiça, em Guaraicá e Ponta Grossa; divulgação de propaganda de partidos políticos/candidatos, em Curitiba, Ponta Grossa e Clevelândia; violação do sigilo do voto, em São José dos Pinhais e Tupãssi; arregimentação de eleitor ou propaganda de boca de urna, em Arapoti e Cruz Machado; e promoção de desordem nos trabalhos eleitorais, em Querência do Norte.
Entre as principais ocorrências estão a prisão de um vereador de Cruzeiro do Oeste que estaria comercializando bebidas alcoólicas em seu estabelecimento comercial. Segundo a PM, ele e outros três homens, que estariam consumindo bebida, foram presos e encaminhados para a delegacia do município.
"Mais uma vez o Paraná não teve ocorrências graves. Frente a quase 8 milhões de eleitores, é um número muito pequeno", afirmou o secretário estadual de Segurança Pública, Leon Grupenmacher. O secretário ainda comentou alguns casos em que os eleitores registraram o momento do voto por meio de telefones celulares. "Por maior que seja a recomendação dos tribunais eleitorais, tem sempre alguém que gosta de fazer o famoso "selfie" e é uma tecnologia que teremos que conviver porque acredito que não será a última vez", disse.

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