72% dos parlamentares querem a reforma
72% dos parlamentares querem a reforma
É o que revela pesquisa feita a pedido da Confederação Nacional da Indústria. Maioria culpa o governo pela demora na reforma
Agência Estado
Arquivo Folha
MudançaParente, da Fazenda: proposta é transferir imposto para o consumo A maioria do Congresso apóia a idéia de mudar a legislação tributária brasileira. É o que revela pesquisa encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) ao Instituto Brasileiro de Estudos Políticos (IBEP) com objetivo de avaliar tendências do Congresso sobre a votação da reforma tributária. O estudo, que abrangeu 73,5% dos deputados e 62% dos senadores, mostrou que 72% dos entrevistados consideram a mudança da legislação tributária brasileira extremamente necessária e 23%, muito necessária. 50% opinaram que a reforma deve ser iniciada ainda na atual legislatura.
A pesquisa mostrou, ainda, que 70% dos entrevistados culpam o governo federal pela não realização da reforma tributária, enquanto 2% atribuem a culpa ao Congresso e 21% à complexidade da matéria. O senador Fernando Bezerra (PMDB-RN), presidente da CNI, ressaltou que dos 377 deputados e 48 senadores ouvidos, 92% disseram acreditar que a reforma tributária ideal deve reformular amplamente o atual sistema.
Algumas teses defendidas pelos empresários vêm encontrando eco no Congresso, segundo Bezerra. Isso é demonstrado pelo fato de que o estímulo à geração de empregos foi o item mais citado na pesquisa, com 26%, seguido da não-acumulação de impostos, com 16%; do equilíbrio na distribuição da carga tributária (14%) e da redução do Custo Brasil (8%). A pesquisa mostrou que a mobilização dos empresários é vista como positiva por 77% dos entrevistados.
O senador Fernando Bezerra aproveitar a audiência que teve com o presidente Fernando Henrique Cardoso, acompanhando uma missão japonesa, para apresentar-lhe o resultado da pesquisa. A CNI anunciou que a entidade vai desencadear um trabalho nas federações estaduais para que os empresários, em suas bases estaduais, pressionem os parlamentares a votarem a reforma tributária. Segundo Bezerra, a CNI apóia o modelo de reforma apresentado pelo secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Pedro Parente, cujo ponto central é a transferência da tributação para o consumo.





