66,8% são contra a venda da Celular
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quarta-feira, 18 de julho de 2001
Egidio Brizola De Londrina 
Pesquisa realizada pela Folha em parceria com a Rádio Paiquerê AM e Canadá Pesquisas, revela que 66,8% dos eleitores que pretendem votar no plebiscito sobre a venda da Sercomtel Celular, em Londrina, são contra a privatização da companhia; 27,7% são a favor e 5,5% não sabem como vão votar.
O plebiscito será feito no dia 19 de agosto. Os eleitores que disseram que vão comparecer às urnas são 46,8% dos consultados; 28,1% responderam que não vão votar, e 25,1% afirmaram que não sabem.
A pesquisa, realizada entre os dias 14 e 17 deste mês, ouviu 600 pessoas e indica margem de erro de 4,0% para mais ou para menos. Foram entrevistados 47,1% de homens e 52,9% de mulheres, de quatro faixas etárias: 16 a 21 anos, 22 a 30, 31 a 50 e acima de 50. A maior parcela foi de eleitores com idade acima de 50 anos (37,4%).
Dos 600 entrevistados, a maior parte (51%) declarou grau de instrução primário, seguindo-se grau secundário (33,6%) e grau superior (15,4%). Por classe econômica, a maior parte dos ouvidos pertence à D/E (37,6%), ficando a classe C com 31% e a A/B com 31,4%.
Segundo Daniel Hatti, diretor da Canadá Pesquisas, a consulta revela principalmente que há pouca conscientização dos eleitores sobre a questão da Celular, em qualquer das classes sociais, e que a resposta à consulta foi sentimentalista. Ele aponta: O plebiscito também será sentimentalista. O povo é puro coração e vai votar assim.
Hatti considera, adicionalmente, que as justificativas, em qualquer caso, está baseada em chavões batidos, sem forte argumentação. Na minha visão, falta convicção às pessoas, que afirmam que o serviço vai piorar, por exemplo, aponta. Segundo ele, todos estão pensando sentimentalmente, ninguém está considerando a questão da forma técnica.


