63% querem renúncia imediata e eleições diretas
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segunda-feira, 12 de dezembro de 2016
Valdo Cruz e Marina Dias<br>Folhapress 
Brasília - Levantamento do Datafolha divulgado neste domingo (11) mostra que 63% da população quer a renúncia imediata do peemedebista (até 3a de dezembro) para a realização de eleições diretas. Uma suposta renúncia a partir de 1º de janeiro de 2017 levaria à eleição indireta. Acuado pelo recrudescimento da crise política que atingiu o Palácio do Planalto após a delação da Odebrecht, o presidente Michel Temer discute com aliados uma estratégia que tire seu governo das cordas.

Segundo a reportagem apurou, Temer pretende combinar uma saída política, com a nomeação de um tucano para a Secretaria de Governo, e uma econômica, com o anúncio, ainda este ano, de novas medidas para destravar o mercado de crédito e tentar tirar a economia da recessão. Diante do cenário reverso, Temer precisa costurar apoio e resolveu finalmente anunciar a nomeação de Antonio Imbassahy (PSDB-BA) para o posto de articulador político do Planalto.
Após a reticência do presidente, que chegou a dizer que o tucano iria para o governo somente "no momento oportuno", Temer deve se reunir nesta segunda (12) com Aécio Neves (MG) para bater o martelo. Dessa forma, avaliam auxiliares, o peemedebista consegue amarrar de vez o partido aliado e fica menos dependente do chamado centrão, grupo de cerca de 200 deputados que reivindicava a Secretaria de Governo após a saída de Geddel Vieira Lima e chegou a ameaçar retaliação em votações importantes para Temer no Congresso.
Líder do PSD na Câmara e um dos candidatos do centrão para a presidência da Casa, Rogério Rosso (DF) esteve no Jaburu neste domingo, pouco antes de uma reunião do presidente com o ministro Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (secretário de Parcerias e Investimento). Ele afirmou que o presidente "está focado" na aprovação da PEC do Teto no Senado na terça (13). "O presidente me autorizou a dizer que está chamando integrantes da equipe econômica hoje [domingo] e amanhã [segunda] cedo e que vai reunir líderes da Câmara na segunda ou terça para falar sobre Previdência", disse Rosso após o encontro.
JUROS
Apesar do discurso de esforço para a provação das medidas do pacote de ajuste fiscal no Congresso, o presidente fez um apelo à equipe do ministro Henrique Meirelles (Fazenda) para que medidas para "facilitação do crédito" sejam anunciadas nas próximas semanas e não mais em janeiro, como era o plano. Um dos motivos para a demora na recuperação da economia é a elevação do endividamento de pessoas jurídicas e físicas, o que travou o mercado de crédito.
A avaliação da equipe econômica, porém, é que medidas pontuais não serão suficientes para fazer o País voltar a crescer e que a solução terá que vir via investimentos de empresas, que só voltarão a com a queda de juros. Dessa forma, avaliam auxiliares de Meirelles, a expectativa está em cima da próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para janeiro, e que pode reduzir os juros.


