57,3% apóiam servidores, diz pesquisa
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 29 de março de 2005
Janaina Garcia<br> Reportagem Local 
Em uma amostragem de 400 eleitores londrinenses, 57,3% apóiam os servidores públicos municipais quando o assunto é a greve que está hoje a uma semana de completar seu primeiro mês. Outros 8,8% estão com o prefeito Nedson Micheleti (PT), contra 20,8% que não têm opinião formada sobre a questão. Outros 13,3% não souberam responder.
Os dados ilustram uma pesquisa sobre a greve encomendada pela afiliada da Rede Bandeirantes em Londrina, a TV Tarobá, ao instituto de pesquisas Canadá. O levantamento divulgado ontem foi realizado no último dia 24, data da última rodada de negociações entre a Prefeitura e o sindicato que representa a categoria, o Sindserv, mediante intermediação da Câmara de Vereadores.
Pelos números da pesquisa, 88% dos entrevistados acreditam que a paralisação afeta mais a população que o prefeito, hipótese considerada por 2,5% das pessoas abordadas. A 6% delas, os maiores prejudicados nesse impasse são os servidores, em negociação pela reposição salarial de 21% referentes a perdas salariais do primeiro mandato de Nedson. Nesse item, 2,3% apontaram ''outros prejudicados'', contra 1,3% que não soube responder.
O diretor da Canadá, Daniel Hatti, explicou que a pesquisa por amostragem foi aplicada a moradores de todas as regiões de Londrina, especialmente os da Área Central, com estratificação por sexo, grau de instrução e faixa etária. A sondagem foi estimulada, ou seja, com apresentação de alternativas pelo entrevistador. Na avaliação de Hatti, os dados demonstram o ''óbvio'' ''no que se refere ao maior prejudicado no processo'' e uma possível rejeição de Nedson ante o eleitorado. ''Certamente isso (a rejeição) acabou refletindo nos números'', avaliou.
Sobre o grande percentual dos que não se posicionaram em apoio à Prefeitura ou aos servidores, Hatti considera que a ''culpa'' é das duas partes envolvidas. ''Parece que está difícil de a população chegar a uma conclusão somente com o que a administração e os sindicalistas têm apresentado'', completou.


