49% apóiam demissões na prefeitura
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sábado, 09 de agosto de 1997
Patrícia Zanin Londrina 
DivulgaçãoEm conjuntoBelinati, Adalberto e Abílio: pesquisa feita com 400 pessoas revela harmonia em todos os segmentosConsulta popular encomendada à Alvorada Pesquisas pela Associação Comercial e Industrial de Londrina e Câmara de Vereadores mostra que 49,3% da população concorda com a demissão de pessoal na Prefeitura de Londrina. A pesquisa, feita com 400 pessoas das zonas urbana e rural, foi divulgada ontem de manhã na Câmara e entregue ao prefeito Antonio Belinati (PDT).
Trinta e sete por cento dos entrevistados, no entanto, dizem que a prefeitura não deve demitir e 13,7% não responderam ou disseram não saber. A pesquisa mostrou ainda que 78,8% defendem a redução de secretarias municipais. Em escala de importância, 40,8% dos consultados defendem primeiro a redução de secretarias como forma de reduzir a despesa mensal de pessoal, de aproximadamente de R$ 7 milhões. Em seguida vem a demissão de servidores (26,3%) e em terceiro lugar a implantação de um Plano de Demissões Voluntárias (16,5%). O Plano é uma das bandeiras defendidas pelo novo secretário geral da Prefeitura, Gino Azzolini Neto, que tomou posse há quatro dias.
Dos consultados, 60% acham que a prefeitura deve tomar o caminho da industrialização para aumentar a receita. Para 17% dos entrevistados, a saída para ampliar a arrecadação é a venda de terrenos públicos e 13,5% defendem a venda de prédios da prefeitura.
Outro dado revelado pela pesquisa é que o servidor público municipal goza de um bom conceito junto à comunidade. Para 57,5% dos consultados, os servidores atendem bem a população, enquanto 24,5% disseram que eles não atendem bem; 18% não responderam. Para 40,8%, a imagem do funcionalismo é boa; para 8% o conceito é ótimo; 34% disseram considerar regular a atuação dos servidores; 6,5% responderam que ela é ruim e para 4% a imagem é péssima.
Chama a atenção na pesquisa o desconhecimento da comunidade sobre a crise na prefeitura - 57% dos entrevistados disseram não saber que a prefeitura tem cerca de 10 mil servidores (entre administração direta, indireta, frentes de trabalho e serviços terceirizados), além de 26 secretarias, e hoje gasta praticamente tudo que arrecada para pagar salários. Apenas 34% dos consultados admitiram saber da crise na prefeitura.
Belinati elogiou a iniciativa da ACIL e da Câmara e disse que ela é um reflexo da harmonia em todos os segmentos. Ele irá estudar o resultado da pesquisa junto com seu secretariado numa reunião amanhã, às 16 horas, na prefeitura. É preciso destacar que o funcionário concursado não pode ser demitido e, se for implantado o PDV, precisamos saber de onde vamos tirar dinheiro para indenizar. É um assunto delicado, que vamos analisar com muito critério, garantiu.
Londrina, que sempre saiu na frente, deve implantar a reforma administrativa o quanto antes, para recuperar os investimentos. E nada melhor que uma pesquisa de opinião para embasar as mudanças, defende o presidente da ACIL, Abílio Medeiros. Para o presidente da Câmara, Adalberto Pereira da Silva (PFL), a pesquisa é importante para dar subsídios aos vereadores, que autorizarão ou não eventuais reformas. O Legislativo não quis atropelar o Executivo e sim ajudar a dar base aos vereadores, explicou.


