Curitiba - Um levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM) revela que 36 prefeituras do Paraná devem atrasar a folha de pagamento do mês de dezembro dos seus servidores. A maioria (351) informou à CNM que pagará em dia. Outras cinco administrações não deram resposta à questão e as sete demais não participaram do levantamento. A CNM não informa à imprensa quais são os nomes dos municípios com suas respectivas respostas. O Paraná integra uma pesquisa feita em mais de 90% dos municípios brasileiros. Nove perguntas foram feitas às administrações com foco no pagamento do 13º salário e na remuneração de dezembro. Levando em consideração os dados nacionais, 4.586 municípios informaram que pagarão o salário do mês de dezembro em dia. Outros 485 vão atrasar.
Em comparação aos demais Estados da região Sul, o Paraná apresenta a pior situação em relação ao pagamento referente ao último mês do ano. Em Santa Catarina, de um total de 277 municípios que participaram do levantamento e que responderam à questão, nove informaram que vão atrasar o pagamento. No Rio Grande do Sul, a mesma proporção é de 17 inadimplentes dentro de 491 prefeituras.
Em relação às perguntas sobre o 13º salário, a maioria dos municípios paranaenses que participaram do levantamento (262) disseram que vão pagar em parcela única. Cento e vinte quatro optaram pelo parcelamento. A legislação faculta o pagamento do 13º salário em uma ou duas parcelas.
Mas, entre os que optaram por pagar logo integralmente o 13º salário, só sete informaram que já pagaram. Duzentos e trinta e cinco vão pagar até 20 de dezembro e 16 vão atrasar o pagamento da parcela única do 13º salário. Já entre os municípios que optaram por pagar em duas vezes, 87,1% já efetuaram o primeiro pagamento.
Na análise feita sobre os dados gerais, a CNM destaca que a crise econômica mundial teria sido a responsável pela interrupção da uma ''trajetória de redução da inadimplência do 13º ''. Dados do tipo são levantados desde 2003. A meta da CNM era fechar 2009 com 0% de inadimplência. Pelo levantamento, 4,8% dos municípios que optaram pela parcela única vão atrasar. No ano passado, o mesmo dado apontava para 1,1%.
''Diante da crise que enfrentamos nos Municípios, eu saúdo a competência dos prefeitos que estão conseguindo gerenciar os problemas'', avaliou o presidente da confederação, Paulo Ziulkoski.

mockup