Mandaguari - No segundo dia de ocupação da praça de pedágio de Mandaguari (33 quilômetros a leste de Maringá), o número de trabalhadores sem-terra era de 300 pessoas, entre homens, mulheres e crianças. Na terça-feira, a ocupação do local foi feita por cerca de 150 pessoas. Mesmo diante da declaração do governador Roberto Requião decretando intervenção nas praças de pedágio, os sem-terra só deixaram o local no final da tarde.
De acordo com o coordenador da ocupação, Paulo de Marck, o bloqueio nas praças de pedágio teve como objetivo pressionar os deputados que iriam votar ontem, em segunda discussão o projeto do governador para encampação do pedágio. O primeiro bloqueio ocorreu das 8 às 10h30. Filas de caminhões e carros se formaram por mais de dois quilômetros na BR-376.
À tarde, os bloqueios ocorreram das 13 às 14h30 e das 15 às 16 horas. Quando eram liberados para continuar a viagem, a maioria dos caminhoneiros promoviam um buzinaço em apoio aos sem-terra. Para garantir a segurança no local, 20 policiais militares permaneciam na praça ocupada. Nenhum incidente foi registrado desde a ocupação pelos sem-terra. Marck negou ontem que os trabalhadores danificaram as caixas leitoras de cartões. ''Só cortamos os fios do sistema de câmeras porque isso fere a integridade dos motoristas e não concordamos com esta invasão de privacidade'', disse.

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