Um a cada quatro eleitores convidados pela Justiça Eleitoral para participar do simulado da eleição deste ano não compareceu no último sábado em suas respectivas seções de votação. Dos 5.351 chamados, atenderam ao chamado 1.345 pessoas, ou 25,1%.
O simulado para testar os procedimentos com a identificação biométrica ocorreu em 15 seções de sete zonas eleitorais de Londrina e Tamarana. Apesar de não ter ocorrido nenhum problema com as urnas, 142 eleitores (10,5%) não tiveram as digitais reconhecidas.
A simulação chegou a criar fila quando os trabalhos se iniciaram, às 13 horas. No colégio Marcelino Champagnat, na 41ª Zona Eleitoral, a espera chegou a uma hora, mas acalmou no resto da tarde.
De acordo com o chefe do cartório eleitoral, Anderson Silva, a principal preocupação seria na demora no processo de votação. A partir deste ano, além de um documento com foto e título de eleitor, também é necessário fazer a identificação biométrica.
O leitor de impressão digital leva até 15 segundos para fazer o escaneamento. Se por algum problema não conseguir identificar o eleitor, o processo precisa ser feito novamente, trocando o dedo utilizado. É possível fazer até oito tentativas, o que somaria dois minutos de espera. "O simulado serve para identificar o tempo médio do momento que o eleitor entra na seção até o voto", explica.
Se não houve problemas no Colégio Champagnat, a seção eleitoral localizada no Senai não teve o mesmo cenário. O scanner de digitais apresentou problemas e em várias ocasiões foi necessário repetir o processo. "Desde a entrada na seção, identificação e votação, a média de espera é de dois minutos, porque tem que tentar várias vezes", afirma o juiz eleitoral da 41ª Zona Eleitoral, Alberto Veloso, que acompanhava os trabalhos.
Em algumas ocasiões, não houve êxito em nenhuma tentativa. Neste caso, cabe ao presidente da mesa decidir se libera manualmente a urna para votação e registra o caso em ata. Veloso recorda que o sistema biométrico é novo e o simulado serve justamente para identificar possíveis problemas antes de treinar os mesários.
A professora aposentada Doralice Santana da Rocha foi uma das que compareceu. "Sou curiosa", justifica. Ela quis saber o que muda no procedimento e levou a irmã Clarice Roberto Bruno, que não foi convocada, para acompanhá-la. "É a mesma coisa, só precisa por o dedo lá (no leitor). O resto é igual", conta a Clarice.
O biomédico Jackson Seiti compareceu para "contribuir". "É mais para testar o sistema deles. Eu achei rápido o processo, mas o mais importante é a segurança pata evitar fraude", afirma.
A mesma opinião tem o técnico em manutenção Sérgio Roncato. "O novo sistema é importante por ser uma ferramenta mais segura e evitar brechas para fraudes", avalia.

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