Jerusalém - O chefe do Estado maior israelense, o general Shaul Mofaz, calculou ontem em 200 o número de palestinos mortos pelo exército israelense desde o início de sua operação ‘‘Muralha’’, dia 29 de março passado na Cisjordânia, segundo uma fonte governamental.
O general Mofaz acrescentou que 1,5 mil outros palestinos foram feridos, em um informe apresentado ontem na reunião semanal do Governo em Jerusalém, segundo a mesma fonte. Disse ainda que 13 militares israelenses morreram e 143 foram feridos na operação.
Ontem a Cisjordânia foi cenário de violentos combates, com um balanço de 55 mortos de ambos os lados. Segundo fontes palestinas, 50 de seus compatriotas morreram na Cisjordânia, 30 deles em Jenin, onde o ministro palestino de Informação, Yasser Rabbo, explicou que o exército entrou no acampamento de refugiados da cidade e provocou um massacre de palestinos que apresentaram resistência.
Fontes oficiais informaram, porém, pelo menos 38 palestinos morreram em Nablus desde a incursão dos tanques israelenses na madrugada de quinta-feira. Seis das vítimas morreram ontem de manhã, em intensos combates entre o exército e ativistas na cidade antiga de Nablus.
Em hospitais improvisados nas áreas de conflitos de Nablus, na cidade velha e nos acampamentos de refugiados de Balata e Al-Asker sobretudo, os feridos se contam às dezenas. As ambulâncias não podem evacuá-los porque os soldados israelenses não permitem já que o centro histórico foi declarado zona militar fechada e ninguém pode entrar ou sair.

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