17 desistem de sair; órgão avalia que auge da crise passou
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segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Juliana Rocha<br>Folhapress 
Brasília - Na cúpula da Receita Federal, a avaliação é que o auge da crise já passou. Ontem, o novo secretário, Otacílio Cartaxo, começou a controlar uma parte dos funcionários que lideraram uma rebelião interna.
Segundo a assessoria de imprensa do fisco, dos 31 servidores que ameaçavam deixar cargos de confiança na semana passada, 17 voltaram atrás. Os demais 14 serão exonerados. Até hoje, Cartaxo havia exonerado outros 18 servidores.
A explicação da Receita é que os novos superintendentes regionais conversaram com alguns dos servidores e os convenceram a desistir de entregar as cadeiras que ocupam.
Entre os que desistiram de entregar os cargos de confiança, oito são de São Paulo, seis do Rio Grande do Sul e três de Minas Gerais. Todos são funcionários públicos concursados. Mesmo que deixassem o posto, não seriam demitidos, voltariam para suas funções sem o cargo de confiança.
No dia 24, 12 integrantes da cúpula do fisco assinaram um manifesto e pediram exoneração, num levante contra o que classificaram de ingerência política no órgão patrocinada pelo ministro Guido Mantega (Fazenda) e o Palácio do Planalto.
Os 12 foram nomeados pela ex-secretária da Receita Lina Vieira, demitida em julho.


