Metade dos 32 servidores da Câmara Municipal de Londrina que tiveram os vencimentos reduzidos em razão do desconto do acréscimo da promoção por conhecimento pediu reconsideração da Presidência da Câmara. Mas, disse o presidente Rony Alves (PTB), os pedidos foram indeferidos. ''Logo depois do protocolo, a Procuradoria Jurídica analisou os pedidos e recomendou o indeferimento.''
Os descontos ocorreram no pagamento depositado em 20 de março, quando a Câmara atendeu integralmente recomendação da Promotoria de Defesa do Patrimônio Público para a suspensão de benefícios salariais oriundos de promoções obtidas por meio de cursos sem qualquer relação com a atividade parlamentar.
Nos pedidos, os servidores argumentaram, segundo Rony, que efetivamente fizeram os cursos, que seriam sim correlatos ou que estavam amparados em lei, ou seja, na Resolução 55/2004 - o Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) - que permitia obter progressão por conhecimento mesmo fazendo cursos não correlatos com a função desenvolvida na Câmara.
''Esses pedidos foram negados e somente vamos rever a decisão de desconto quando a comissão concluir a auditoria interna'', disse Alves, referindo-se à comissão formada há duas semanas para analisar a situação de 32 servidores cujos certificados para obter a promoção foram questionados pelo Ministério Público (MP). A comissão tem até 13 de março para finalizar o levantamento. O prazo pode ser prorrogado por mais 30 dias. Enquanto isso a Mesa da Câmara e um grupo de servidores estuda mudanças no PCCS.
O presidente da Associação dos Servidores da Câmara, Bartolomeu Lopes, nada quis comentar sobre o assunto. A entidade também aguarda as conclusões da auditoria interna. Até agora nenhum servidor recorreu à Justiça para tentar reverter a decisão da Câmara.

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