14 dos 19 futuros vereadores de Londrina gastaram R$ 357 mil
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quinta-feira, 06 de novembro de 2008
Janaina Garcia<br>Reportagem Local 
Quatorze dos 19 vereadores que assumirão a Câmara de Londrina em janeiro do ano que vem declararam à Justiça Eleitoral gastos de campanha de pouco mais de R$ 357 mil - apenas R$ 13 mil abaixo dos R$ 370 mil de despesas que 18 deles afirmaram à FOLHA antes da prestação de contas. O prazo para entrega se encerrou na terça-feira. Dos 14 processos consultados pela reportagem os de cinco eleitos estavam em autuação ou levados por um contador do Fórum Eleitoral para análise , os de despesas mais altas são o da bancada do PT, completamente renovada para a próxima Legislatura: Jacks Dias (gastos de R$ 108.210,18), Lenir Cândido de Assis (R$ 42.358,20) e Eloir Valença (R$ 35.781,41). Juntos, eles representam mais de 52% dos recursos dos 14 eleitos consultados.
Das prestações disponíveis para consulta, na 41ª Zona Eleitoral, na seqüência de valores aparece o presidente do Sindicato dos Empregados nas Indústrias Metalúrgicas, Sebastião Raimundo, com despesa declarada de R$ 29.998. Seu companheiro de partido, Roberto Fu, gastou R$ 19.497,75 para se reeleger. A reportagem não teve acesso à prestação do terceiro pedetista, Joel Garcia, que informara ao jornal, mês passado, gastos de R$ 17 mil. Se confirmado o valor, o PDT terá feito a segunda campanha mais cara com aproximadamente R$ 66,5 mil de despesa.
Até o momento terceira bancada nas despesas, o PSDB traz Roberto Kanashiro com gastos declarados de R$ 25.720,78, Paulo Arildo com R$ 20.087,35 e Gérson Araújo com R$ 13.548. Pelo PTB, aparecem na lista Padre Roque (R$ 15.274) e Rony Alves (R$ 5.964,43); pelo PP, Marcelo Belinati, que declarou gastos de R$ 25.153,24; pelo PRB, Renato Lemes, com R$ 6.477,78. José Roberto Fortini (PTC) disse à Justiça ter gasto R$ 4.147, ao passo que Tito Valle, do PMDB, apontou gastos de R$ 4.870.
Não haviam sido autuados pela 41ª Zona ou não estavam em cartório para consulta, os processos de Sandra Graça (PP), Joel Garcia, Jairo Tamura (PSB), Rodrigo Gouvêa (PRP) e Ivo de Bassi (PTN), os quais, juntos, estimaram à FOLHA, antes da prestação, gasto total aproximado de R$ 62.800. Se confirmado o valor, a previsão de R$ 370 mil pula para quase R$ 420 mil.
A campanha mais cara, de Jacks, ex-secretário de Gestão Pública do prefeito Nedson Micheleti (PT), obteve uma receita de doações de R$ 103.700 R$ 9 mil de pessoas jurídicas, R$ 10 mil de recursos próprios e R$ 84.700 de pessoas físicas, sobretudo comissionados da atual gestão e o próprio prefeito que doou R$ 3.100. Entre os funcionários em cargos de confiança, destacam-se o diretor de Planejamento da Sercomtel, Francisco Moreno, com doações que somam R$ 10.500, e o presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Mauro Yamamoto, que assina recibo eleitoral doando R$ 5.000. Segunda campanha mais cara dentre as 14 levantadas, Lenir, ex-gerente do Provopar, obteve, no total de R$ 42.358,20 que arrecadou, pouco mais de R$ 29.000 oriundos de doações R$ 25 mil deles, de pessoas físicas como a secretária municipal de Assistência Social, Maria Luiza Rizotti, que contribuiu com pouco menos de R$ 4 mil. Já Eloir Valença, dos mais de R$ 35 mil arrecadados, R$ 900 são recursos próprios os R$ 34.383,18 restantes vieram de pessoas jurídicas com uma universidade particular, cujo proprietário doou cheque no valor de R$ 30 mil.


