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"O que esperamos é que os esclarecimentos sejam convincentes"
Presidente do DEM, José Agripino, sobre relação de Wilder de Morais com Cachoeira

Sem Renan, lugar de Sarney é desejado por quatro
O líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), é o favorito para suceder José Sarney na presidência do Senado, mas se ele sair da disputa quatro senadores devem apresentar candidatura: além de Edison Lobão (MA), sugerido pela presidenta Dilma, Eunício Oliveira (CE), Eduardo Braga (AM) e Luiz Henrique (SC) pretendem o cargo. Segundo a praxe, o partido de maior bancada (no caso, o PMDB) indica o presidente.

Sinal de alerta
O Planalto avalia que sem Renan na presidência do Senado, como sugeriu Dilma, o PMDB dividido pode favorecer os "independentes".

Olho em 2014
Bem posicionado nas pesquisas para o governo de Alagoas, em 2014, Renan Calheiros pode optar por uma dedicação maior à candidatura.

Ascendência
Dilma quer Edison Lobão no lugar de Sarney por aspirar a ascendência sobre o presidente do Senado. Mas Lobão não é assim, dizem amigos.

Marco da mineração
Por enquanto o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, está mais preocupado com a elaboração do Marco Regulatório da Mineração.

Caixa de Pandora: propina chegou até por Sedex
O processo da Operação Caixa de Pandora, ocorrida em 2009, contém revelações curiosas. Um mês antes da ação da Policia Federal, por exemplo, o Ministério Público Federal interceptou um pacote com R$ 63 mil, em dinheiro vivo, que, segundo o operador do esquema e delator Durval Barbosa foram enviados por Sedex pela CTIS, empresa de informática do DF. Ninguém da CTIS aparece nos vídeos de Durval.

Desistência
O delator declarou à PF, em depoimento, que o dinheiro enviado por Sedex era para Arruda outras pessoas, mas que desistiu de entregá-lo.

Mandou, chegou
O pacote de R$ 63 mil que chegou por Sedex foi entregue à promotora de Justiça Alessandra Queiroga, que já investigava o esquema.

Única fonte
Toda a denúncia do MPF, na Operação Caixa de Pandora, é baseada nas declarações do delator, em muitos casos sem provas, nem vídeos.

AGU deu vexame
Dilma escalou o chefe da Advocacia Geral da União, Luiz Adams, para encarar um irrespondível artigo do ex-chanceler Celso Lafer, expert em Direito dos Tratados, criticando a manobra para enfiar a Venezuela no Mercosul. Sem substância, Adams apelou ao viés ideológico.

Maldade petista
Políticos do PT atribuem à questão pessoal, incluindo suposto triângulo amoroso, o radicalismo de parte do Tribunal de Contas do DF, que veta ou retarda 10 de cada 10 licitações públicas promovidas pelo governo.

Casa de ferreiro
Apesar de o presidente do PDT na Paraíba, Damião Feliciano, ser de Campina Grande, o partido não tem candidato a prefeito, tampouco a vereador, e nem se coligou a qualquer chapa no município paraibano.

Abuso cancelado
A Qualitecnica Ltda, que substituirá a Fiança Ltda nos serviços de limpeza do Senado, assumiu os funcionários, mas recusou cinco grávidas. Elas recorreram a senadores do DF e conseguiram.

Noves fora
Para o deputado Jovair Arantes (PTB-GO), as campanhas em Goiânia não devem usar como munição o escândalo do Cachoeira: "Todos foram citados, mesmo sem envolvimento. Fica no zero a zero".

Um por vez
Vice-presidente da Frente para Fortalecimento da Gestão Pública, Ricardo Berzoini (PT-SP) afirmou que só vai se dedicar ano que vem, "quando deixar a presidência da Comissão de Constituição e Justiça".

Festa para Manoela
O PCdoB aposta suas fichas na candidata do partido à prefeitura de Porto Alegre, por isso mobiliza todas as suas estrelas para o lançamento do comitê eleitoral de Manoela D’Ávila, nesta quarta-feira.

Efeito borboleta
Para o deputado Esperidião Amin (PP-SC), o julgamento do mensalão impactará mais na eleição em São Paulo, Estado de José Dirceu e de estrelas do escândalo como João Paulo Cunha, candidato em Osasco.

Pensando bem...
...o Brasil agora tem o "PIB do B".

PODER SEM PUDOR
Saúde das pesquisas

Candidato a prefeito de São Paulo, em 1985, Jânio Quadros enfrentou Fernando Henrique Cardoso, que tinha o apoio do presidente (José Sarney), do governador (Franco Montoro) e do prefeito (Mario Covas), o engajamento de artistas da Globo e tanta confiança que até posou na cadeira do prefeito. O Ibope previu a vitória de FHC e Jânio chamou as pesquisas de "desonestas". O dono do Ibope, Carlos Augusto Montenegro, disse que não o processaria por considerá-lo "um doente". Jânio ironizou:
- Ele deve ser melhor médico do que pesquisador.
Jânio venceu e desinfetou a cadeira usada por FHC.

Com Ana Paula Leitão e Teresa Barros
www.claudiohumberto.com.br

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