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"Eu não confio no PT. O PT é um amigo que trai o outro"
Roberto Jefferson, presidente do PTB, e o envolvimento petista no caso Mantega

Casa da Moeda: omissão complica Mantega
A situação do ministro Guido Mantega (Fazenda) se deteriorou ontem, com a revelação de que ele conhecia há pelo menos um ano denúncias de corrupção contra o subordinado Luiz Felipe Denucci, presidente da Casa da Moeda, e nada fez. Sabia que a Receita e a Polícia Federal investigavam o suposto pagamento de US$ 25 milhões em propinas para Denucci, e também foi avisado pelo PTB, por carta, há um ano. O senador Demóstenes Torres (DEM-GO) quer convocá-lo a se explicar.

Soube de véspera
Dilma ficou irritada quando soube, ainda em Cuba, que o caso Mantega seria noticiado. Seus assessores apostaram na demissão do ministro.

Insubordinação
O deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA) irritou o governo ao defender a convocação de Mantega. Seu irmão, Geddel, é dirigente da Caixa.

Panos quentes
Tentando conter a repercussão, Mantega se reuniu com próceres da TV Globo e de outros veículos, para minimizar sua atitude omissa.

Prioridade
Esta coluna revelou há dois meses que Mantega tentou deixar o cargo após diagnóstico de câncer de sua mulher. Queria se dedicar só a ela.

Feijoo: nomeação pode configurar improbidade
Pode ser enquadrada como improbidade administrativa a nomeação ilegal do espanhol Jose Lopez Feijoo, amigo pessoal do ex-presidente Lula, como assessor especial da Secretaria-Geral da Presidência da República. A Constituição proíbe a nomeação de estrangeiros para cargos públicos. Feijoo pediria sua naturalização apenas dez dias após sua nomeação assinada pelo ex-chefe da Casa Civil Antonio Palocci.

Constituição atropelada
A cidadania vapt-vupt de José Feijoo, segundo juristas, ofenderia os princípios constitucionais de moralidade, impessoalidade e legalidade.

Piada soteropolitana

Com a greve na polícia, todo mundo correu do caos e dos arrastões em Salvador. Menos o governador Jaques Wagner, que estava em Cuba.

Telejornalismo
Há mais de um ano, com o fim do contrato de assinatura, a GloboNews não é mais sintonizada no Senado, que fez opção pela BandNews TV.

Mais do mesmo
Todos são inocentes até prova em contrário, mas o novo ministro de Cidades, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), começa pendurado na brocha: tem 14 processos na Justiça, segundo a ONG Transparência Brasil.

Outra demissão

O diretor de segurança dos Jogos Olímpicos de 2016, Luiz Fernando Corrêa, será demitido. Ele é investigado pelo Ministério Público Federal por supostas irregularidades nos Jogos Panamericanos de 2007.

Lista triplice

O governador do DF, Agnelo Queiroz (PT) pediu à Associação dos Delegados de Polícia uma lista tríplice de sugestões para substituir Onofre de Moraes, que deixou ontem a direção-geral da Policia Civil.

Chega de intrigas
Conselheiros amigos da onça tentaram convencer Agnelo Queiroz a explorar referências a seu vice, Tadeu Filippelli, no vídeo que derrubou o diretor da Polícia Civil. Mas ele proibiu que se estimulasse a intriga.

Decisão foi de Marta...
Nossos leitores sabem desde 2 de janeiro que Marta Suplicy (PT-SP) decidiu rasgar o acordo para revezar com José Pimentel (PT-CE) na vice-presidência do Senado. Nada teve com a eleição paulistana.

...e Pimentel engoliu
O PT e a mesa diretora do Senado foram informados por Marta Suplicy, no final do ano, que não via "sentido" em abrir mão da vice-presidência. Na ocasião, José Pimentel nem sequer ousou comentar a decisão dela.

Sem descanso

Apesar dos planos de concorrer ao governo do Paraná em 2014, a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann (PT), pouco visitou seu Estado em 2011. A presidenta Dilma não lhe dá tréguas.

A cadeia te espera

O terrorista e marqueteiro Cesare Battisti disse que está "pronto para responder" pelos seus atos". Pediu reconciliação ao presidente Giorgio Napolitano, "stalinista irredutível dos anos 1970", e novo julgamento. O governo italiano respondeu que ele deve voltar para "cumprir a pena".

Pensando bem...

...pizza de Denucci com Mantega dá indigestão.

PODER SEM PUDOR

Decoro desnudo
No Carnaval do Rio, em 1994, criaram um factóide para fazer o então presidente Itamar Franco passar por "garanhão": a modelo Lílian Ramos posou ao lado dele sem calcinha. As fotos causaram espanto. Em Montes Claros (MG), o vereador Benedito Said (PTB) criticou a atitude do presidente maluquete, mas foi repreendido pelo presidente da sessão, que considerou "falta de decoro" citar a palavra "calcinha" naquela sacrossanta casa. Retomando a palavra, o vereador Said ironizou:
- Então, sr. presidente, retiremos as calcinhas e fiquemos com o decoro!

Com Ana Paula Leitão e Teresa Barros
www.claudiohumberto.com.br

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