''O presidente Luís Inácio está dormindo. Nos ares.''
Senador Mão Santa (PMDB-PI) sobre a falta de solução para o apagão aéreo

Zuleido isenta Jackson Lago
A primeira entrevista da vida de Zuleido Veras, dono da Gautama preso na Operação Navalha, foi concedida à revista IstoÉ que circula neste sábado. Ele se defende afirmando que agiu como qualquer empreiteiro, sugerindo que os colegas do setor estão sujeitos a dissabores idênticos, e negou aos repórteres Mário Simas Filho e Leonardo Attuch haver subornado o governador do Maranhão, Jackson Lago, seus sobrinhos ou assessores.

Citröoen tem...
Zuleiro Veras disse a IstoÉ que encontrou o ex-governador José Reinaldo comprando um carro Citröoen C3 e sugeriu um C5, modelo bem melhor.

...nova versão
O dono da Gaumata contou essa versão para o telefonema gravado pela PF em que ele pergunta a um assessor se Zé Reinaldo havia gostado do carro.

Doações
Zuleido Veras confirmou a IstoÉ que na campanha ajudou o senador Papaléo Paes (AP) e André Pucinelli, governador do Mato Grosso do Sul.

'Nuncantes'
A Agencia Nacional de Telecomunicações gastou R$ 2,5 milhões no aluguel de carros com motoristas, só para servir ao escritório de São Paulo.

Senado já empossou traficante
Para Romeu Tuma (DEM-SP), o novo senador Gim Argello (PTB-DF) pode ser acusado de quebra de decoro por atos anteriores à sua posse. E deu exemplo: eleito senador, Fernandinho Beira-Mar enfrentaria idêntico procedimento. Não é bem assim. Em 1995, o Senado empossou Ernandes Amorim (RO), acusado de ser narcotraficante. Só foi cassado pelo TSE em 2001, por abuso de poder econômico na eleição, e preso pela PF em 2004.

Lições do Mercosul
A ministra da Economia argentina, Felisa Micelli, foi pega com 60 mil dólares no banheiro. Esses argentinos...

Só amor
Robinho pode ser a esperança de o Brasil não passar vexame na Venezuela. Mas, no Senado, sucesso mesmo faria Vagner Love. Imbatível.

É guerra
Quase doze mil coletes à prova de bala foram comprados pelo Ministério da Justiça. Custaram R$ 9,7 milhões.

Pelo telefone
Quem falou ontem pelo telefone com o presidente da Agência Nacional de Aviação Civil, Milton Zuanazzi, percebeu que ele parece disposto a jogar a toalha. O setor espera que Zuanazzi não a jogue na diretora Denise Abreu.

Amigo do Zé
Explica-se a inclusão do desembargador aposentado Jorge Uchoa de Mendonça, do Rio de Janeiro, na lista de cotados para o Ministério da Defesa: ele é amigo do influente ex-ministro José Dirceu.

Algodão doce
O nome do jurista Ives Gandra Martins como alternativa para o Ministério da Defesa, divulgado por esta coluna, ecoou ontem como algodão doce pela Esplanada. Um achado. Se aceitar, será sorte grande de Lula.

Terras podres
O Ministério Público investiga se empresas de Nenê Constantino, entre as quais a Gol, pagaram parte da dívida de R$ 100 milhões junto ao INSS com terras supervalorizadas dos cerrados do Piauí. As terras foram avaliadas em R$ 20 milhões, mas ninguém pagaria por elas mais que R$ 1. Pouco valem.

Idéia fixa
Vice-presidente da TAM, Paulo Castelo Branco defende que a raposa tome conta do galinheiro de uma vez, privatizando-se a Infraero. A TAM deveria pensar em outra coisa, como, por exemplo, melhorar a vida do passageiro.

Prefeita tri
A prefeita reeleita de Olinda (PE), Luciana Santos (PCdoB), vai disputar um terceiro mandato em 2008, só que no município vizinho de Paulista. Oficialmente ela nega, mas um assessor confirmou a intenção.

Truco
Agora são os índios trucás que se juntam aos manifestantes de Cabrobó contra as obras de transposição do rio São Francisco. Como há 500 anos, abençoados pelos religiosos da Comissão Pastoral da Terra.

Falatório
Estudo científico acabou com a história de que mulher fala mais do que homem, desprezando a estatística da média diária de 546 palavras a mais que as mulheres falam. Mas a impressão é de que o falatório continua.

Pensando bem...
... no Brasil, não se paga mais o pato, e nem se paga o boi. Na verdade o boi virou ''bode''.


PODER SEM PUDOR

Povo é só um detalhe
O ex-ministro Armando Falcão, aquele que nada tinha a declarar, foi candidato ao governo do Ceará em 1954. Na ocasião, ele pediu a um amigo, deputado estadual Ernesto Gurgel Valente, que o ajudasse a organizar um comício de arromba. É claro que o deputado o atendeu, providenciando palanque, som, iluminação, tudo. Só faltou um detalhe:
- E o povo, seu Ernesto, cadê o povo? - cobrou Falcão, ao chegar.
- Se eu tivesse a capacidade de trazer povo para comício, Armando, o candidato não seria você. Seria eu.
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Com Teresa Barros e Tiago de Vasconcelos
www.claudiohumberto.com.br

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