ZONA AZUL - 'Aumento equilibra finanças tranquilamente'
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sábado, 06 de dezembro de 2008
Paula Costa Bonini<br>Reportagem Local 
Nesta semana, a taxa cobrada pela Zona Azul aumentou 11% em Londrina, pegando de surpresa muitas pessoas. O aumento causou indignação em uma gama de motoristas londrinenses, que questionam os valores cobrados. Além disso, alguns reclamam por pagar para estacionar em locais públicos.
O coordenador da Zona Azul em Londrina, padre Valmir Lorandi, explica os motivos do aumento, mostra onde o dinheiro arrecadado é aplicado e afirma: ''Em Londrina não seria possível ficar sem estacionamento rotativo no centro da cidade''.
Quais os motivos do aumento?
Ele veio para equilibrar as finanças da Zona Azul. Há dois anos e quatro meses que não tinha reajuste no valor e durante esse tempo foi aumentado duas vezes o salário dos nossos funcionários, que girou em torno de 15%. A Zona Azul estava trabalhando no ''vermelho'', porém, o aumento da taxa foi de 11% para não pesar ao usuário.
O que muitas pessoas questionam é para onde vai o dinheiro arrecadado na Zona Azul.
Essa arrecadação paga todas as despesas da Zona Azul - salário dos funcionários, impressão dos talões, a roupa, vale-transporte e alimentação dos atendentes. Caso sobre algum dinheiro, o valor é aplicado na Epesmel, contribuindo nos cursos profissionalizantes e projetos voltados aos adolescentes. A Zona Azul contribui durante o ano com, no máximo, 10% das despesas da Epesmel, que tem muitos convênios com o Estado e com a Prefeitura.
Quantas pessoas trabalham na Zona Azul e são beneficiadas com o dinheiro arrecadado?
Hoje nós temos 160 atendentes, três supervisores e quatro funcionários que trabalham na parte técnica.
Quanto é arrecadado mensalmente?
Antes do aumento ficava entre 150 e 160 milhões de reais. Agora esse valor passa a ser de aproximadamente 18 mil reais a mais, o que não significa muito.
Então o senhor acha que o aumento precisava ser maior?
Se a gente visasse um lucro enorme, mas, por enquanto, esse aumento equilibra
as finanças tranquilamente.
Na sua opinião seria possível continuar sem esse aumento?
Já estava ficando difícil o nosso trabalho. Todo final de ano, nós enviamos uma planilha de custo à Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), que autoriza e indica o percentual de aumento. Porém, estávamos sem aumentar as taxas há dois anos e quatro meses.
O que o senhor acha da reação da população?
Não deu muita repercussão. Eu achei que a reação seria maior, mas foi tranquilo. Na verdade o aumento foi pequeno, aumentou cinco centavos para meia hora e um real os demais períodos. Muitos motoristas já deixavam esse troco aos atendentes. E o que eles ganham de gratificação fica para eles, que só devem prestar contas das vendas.
Muitos motoristas reclamam de pagar para estacionar em local público. O que o senhor acha disso?
A maioria das grandes cidades tem estacionamento rotativo para facilitar a vida dos cidadãos. Se não fosse assim, as pessoas poderiam deixar seus carros estacionados no centro da cidade o dia inteiro, o que dificultaria bastante. Na minha opinião, todos têm direito de usar as vagas disponíveis. Em Londrina, não seria possível ficar sem esse tipo de estacionamento, que é amparado pela Lei Municipal e pelo Código de Trânsito Brasileiro.


