Walmor Macarini
A mulher e seus dias
A gente se lembra que 8 de março é o Dia Internacional da Mulher porque nessa data as feministas apontam suas cabeças e se manifestam para defender direitos da mulher. Então, a impressão que fica, se nos atemos apenas a essas líderes que enquadraram a mulher como uma classe social é que não há mais nada a falar da mulher senão de direitos.
Ora, a mulher é algo mais sublime do que um suposto repositório de direitos. A postura que todos nós, homens e mulheres, devemos assumir ante a mulher é simplesmente a de contemplá-la como obra-prima da Criação e como a fórmula mais inteligente que a sabedoria divina encontrou para possibilitar a existência da vida neste planeta, pela via da fusão com o seu pólo par. Sem ela uma parte estaria faltando, e por extensão faltaria também o homem. Pois não se diz que metade da população da face da Terra é constituída de mulheres e a outra metade se originou delas?!
Então, incidentes de percurso acontecem nessa relação bipolar, na dinâmica de doar e de receber e de o homem ser o doador e a mulher a receptora. Não há nessas palavras conotação de maior ou menor valia, apenas um processo, e assim não fosse faltaria nessa solução mágica o ponto de equilíbrio. Começa que a mulher recepta o homem dentro de si e depois o doa à luz e à vida. Melhor é ver a mulher sob o prisma dessa sublimidade e saber que ela, assim, desempenha a sua missão, certamente escolhida por ela mesma antes de ancorar nesta paragem.
Neste dia de amanhã é bom nos lembrarmos porque nossa memória remota guarda que os anseios maiores da mulher não são supostos direitos. Se encararmos todas as pessoas como uma grande fraternidade e iguais na origem, e portanto iguais na continuidade, direitos passarão a ser coisas impercebidas, simplesmente porque naturais. Direitos concedidos pressupõem que haja alguém detentor deles, e como tal quem concede também usurpa. Machismo e feminismo são expressões pares e portanto com o mesmo peso.
Se o Dia da Mulher for para falar, de novo, dos direitos da mulher, então que seja, mas queremos o direito de reservar os outros 364 dias do ano para fazer à mulher outras referências e reverências. E se o homem não quer ser tachado de machista, que seja mais solidário, mais carinhoso e gentil com a mulher, que exerça a prática do amor com ela e busque ser o melhor parceiro também na intimidade, que tudo o mais de belo e maravilhoso irá se sucedendo por acréscimo.
A mulher, de sua vez, que se faça bonita e insinuante para o seu homem, porque ele é macho milenar e se encanta com o que os olhos vêem e o corpo sente. Inútil pretender modificá-lo, porque isso pode representar uma quebra do equilíbrio que a natureza divina tão sabiamente estabeleceu. Por que contrariar a natureza? Se aquela é a condição primeira e nenhum homem se envergonha disso ele tem dentro de si, e com toda certeza, também o registro dos outros valores da mulher e os identifica e aprecia muito!
WALMOR MACARINI é jornalista em Londrina





