Cai-me às mãos um pequeno livro que narra, em linguagem simples, os contatos e experiências de um homem simplório da lavoura com seres de outros planos e viagens em naves não conhecidas. O homem, David Sene Bueno, é daqui de Ibaiti/Pinhalão, no Paraná, e quem transpõe sua narrativa para o livro é Paulo Cesar de Oliveira, que reside em Arapongas. Essa publicação foi editada um ano atrás.
David, que pela foto aparenta 50 anos, conta que em 1985, no silêncio noturno de seu sítio, teve a atenção voltada para o céu e viu uma nave, que se movia e espargia luzes de várias cores, a uma altura de mais ou menos 100 metros. Ele ficou contemplando essa nave por mais de uma hora, e como nada ocorria resolveu recolher-se, e aí percebeu que uma luz forte invadia sua casa e tudo ao redor. Era uma noite de céu estrelado.
Viu então um círculo de luz, no chão, resolveu entrar nele e assim viu-se dentro da própria nave. Estava ali um ser de elevada estatura, parecido com uma mulher e de roupa alva e longa, que manobrava um painel de controle. David conversou com esse ser, de uma forma que ambos se entendiam. Quis saber de onde eram eles e obteve a resposta de que o lugar era mais próximo do que ele imaginava: o centro da Terra. ‘‘Dentro de dois anos nós voltaremos, anote a data’’ – disse-lhe o ser.
Tudo corria normal no sítio, e na data aprazada a nave retornou. Era 17 de agosto de 1987. A partir daí toda a família, mulher e filhos, passaram a ver a chegada e saída de naves e deixaram de chamar David de louco. Em 1991, depois de muitos contatos e também de viagens fora do corpo (ele declara possuir uma extensão de si próprio em outro plano das altas esferas), de conversar com anjos e elementais, ele foi levado – com seu consentimento – a uma viagem ao centro da Terra, através de um veículo que, segundo lhe foi revelado, navega por canais de luz e som e vai desintegrando a matéria sólida à medida que avança, e reintegrando-a após a passagem.
Viu então que a luz do sol penetrava através de um túnel, até o centro do planeta. Soube, por haver perguntado, que os episódios do Triângulo das Bermudas eram todos verdadeiros. A sucção ocorria – de forma não deliberada mas acidental – quando esses habitantes do centro da Terra faziam a desintegração para capturar a energia solar. O que estava ao alcance era absorvido, sem danos materiais e sem ferimento ou morte a pessoas. Elas e seus aviões e embarcações apenas se desintegravam e depois voltavam a integrar-se, só que não mais na superfície.
Foi-lhe dito, conforme narra, que alguns desses objetos foram devolvidos à tona, intactos, mas não as pessoas que os pilotavam, eis que elas não tinham noção do ocorrido. Ouviu que, mesmo que elas soubessem do que lhes acontecera, não quereriam mais voltar, dada a qualidade de vida nessa avançada civilização infra-terráquea, onde nenhuma atribulação e nem a morte existiam. David conta que quis ver essas pessoas, e as viu. Estivessem na superfície – disseram-lhe – elas estariam velhas ou já teriam morrido. É certo que o Triângulo das Bermudas, no mar do Caribe, é um centro magnético muito forte, por isso os navios e aviões já o evitam. Essa experiência de David durou 57 minutos, até que o trouxeram de volta, reintegrando-o à sua tridimensionalidade.
Foi-lhe dito que há, no interior do globo terrestre, seres que procedem de vários sistemas solares e que viajam através dos canais de luz e som. Como o universo é constituído de mundos paralelos, que se interpenetram, são invisíveis entre si por vibrarem em diferentes velocidades eletrônicas. David diz que era evangélico e muito fanático, e por isso teve dificuldade, no início, em absorver o que lhe era dado ver e vivenciar.
Noutra noite foi acordado por uma luz. Viu que era de uma nave muito sofisticada. Já eram comuns para ele esses contatos. Foi convidado a embarcar e viajou até um lugar que parecia uma grande cidade, construída com um material do tipo vidro esverdeado. Ali fez contatos com seres evoluídos espiritualmente e diz haver conhecido o comandante Ashtar, muito cultuado pelos ufólogos e esotéricos, pela sua elevada condição espiritual.
David quis saber porque isso acontecia com ele e não outra pessoa, eventualmente mais culta, e responderam-lhe que foi porque ele simplesmente foi escolhido. Foi-lhe revelado que pessoas que desapareceram misteriosamente da Terra estão lá, nesses lugares para onde ele foi levado (as muitas moradas...). Paragens muito bonitas, onde já não existem males, conforme a narrativa do sitiante David. Essas pessoas, agora, representam sementes que, quando estão prontas, são recolhidas para não se perderem – foi-lhe dito. E mais: que todos os seres humanos são monitorados, e quando a luz de cada um sobe, ele é automaticamente cadastrado. Foi o que aconteceu com ele, David.
As naves – infra ou extra-terrestres ᖠsão verdadeiras cidades-laboratório. O material de que são construídas é chamado vítreo, minério terreno muito encontrável no Mato Grosso, e essa seria uma das razões do grande número de avistamentos de OVNIs naquele Estado. O vítreo elimina a atração da gravidade.
David foi informado que existem seres de muitas origens, alguns apenas desenvolvidos tecnologicamente, por isso sujeitos a várias leis, podendo sofrer acidentes, serem capturados, perderem-se no espaço. Existem também os mais atrasados, embora tenham desenvolvido tecnologia. Outros são seres de muita luz, altamente evoluídos espiritualmente e que se manifestam para fazer elevar-se o nível de consciência da humanidade. Eles limpam a Terra das contaminações e chegam a recolher radiação nuclear, porque isso também atinge o cosmos. A Terra estaria pior sem eles.
Disseram-lhe, entre tantas coisas, que o perfume não é para a carne, mas alimento para a alma, assim como a boa música.
David diz haver descoberto, nessas incursões através de naves ou viagens fora do corpo, que tem duas consciências: uma que sabe tudo e tem todo o conhecimento; e outra, que não sabe, mas tenta se lembrar; que questiona e faz perguntas. Traduzindo: o Eu maior, que é a nossa dimensão cósmica, e o eu menor, este que habita na terceira dimensão e que, por ignorância, não busca conectar-se com a sua porção superior.
WALMOR MACARINI é jornalista em Londrina

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