Olha os ETs!


Com dois mil anos de atraso a Igreja Católica acena com a concordância de que possa haver outros seres habitando o Universo, que não apenas os terráqueos. Esta posição, agora manifestada, é do Observatório Astronômico do Vaticano, instalado junto à residência papal de Castelgandolfo.
‘‘É uma loucura pensar que o homem possa estar sozinho no Universo’’ – declarou o jesuíta George Coyne, diretor do Observatório, após rastrear durante anos o firmamento, junto com sua equipe. Este pequeno aceno de agora já é um avanço, tratando-se de uma instituição como a Igreja Católica.
Quando uma flotilha de discos-voadores cruzou os céus de Londrina, 20 anos atrás, numa noite de céu limpo e iluminado, entre as testemunhas estava uma proeminente figura da Igreja, o arcebispo Geraldo Fernandes, que não apenas viu como disse que viu. Ele não consultou o Vaticano para declarar, perplexo, o que vira. Assim como dezenas de outras pessoas.
O Observatório do Vaticano não faz jus à sua potência e à sua tradição enquanto ainda não viu naves estranhas voando pelo Cosmos. Ou se viu, ainda guarda segredo, porque no alti-plano brasiliense – ponto de encontro de ETs com terráqueos – a rapaziada faz passeios na garupa de naves extra-terrestres.
O Pentágono tem 3 mil casos catalogados de avistamentos de OVNIs, e pelo menos um deles, concreto, atesta a queda de uma dessas naves e da capturação – pelo Exército americano – de seus ocupantes (o célebre caso Roswell). Por cochilo do sistema a humanidade tomou conhecimento do fato, depois ocultado oficialmente como informação ultra secreta.
‘‘Então fez o Senhor chover enxofre e fogo (...) sobre Sodoma e Gomorra’’. (Genesis). Um suposto ato de extra-terrestres? É livre pensar. ‘‘Ao amanhecer do terceiro dia houve trovões e relâmpagos, e mui forte clangor de trombeta, de maneira que todo o povo que estava no arraial se estremeceu’’. (Êxodo). ‘‘Todo o monte Sinai fumegava, porque o Senhor descera sobre ele em fogo; e sua fumaça subiu como fumaça de uma fornalha e todo o monte tremia. E o clangor da trombeta ia aumentando cada vez mais. Moisés falava e Deus respondia no trovão’’. (Êxodo). Fogo e ruído de naves extra-terrestres? Deus não se manifestaria em forma de trovão, nem fumegando. O mais seria apenas um ‘‘contato imediato’’ e lei mosaica...
‘‘E o Senhor disse a Moisés: desce, adverte ao povo que não transpasse o termo (...), a fim de muitos não perecerem’’. (Êxodo). Por que haveriam de perecer, a não ser pelo perigo do jato de supostas naves? Pensar é permitido. Até porque ninguém ainda decifrou isso. ‘‘Marca limite ao redor do monte (...)’’ – foi recomendado a Moisés, como a traçar uma área de pouso.‘‘E o povo, observando, se estremeceu e ficou longe’’. (Êxodo).
No entender dos homens daquele tempo, nada mais poderia ser senão uma divindade... eis que não se conhecia, então, o domínio da aerodinâmica e dos engenhos singrando o espaço. Deus não precisaria fazer tamanho estardalhaço. ‘‘Olhei, e eis que um vento tempestuoso vinha do norte, e uma grande nuvem, como fogo a revolver-se, e resplendor ao redor dela, e no meio disto uma cousa como metal brilhante que saía do meio do fogo’’. (...) E também as rodas (...) estavam cheias de olhos ao redor’’. (Ezequiel). Uma nave com suas luzes? É livre imaginar.
‘‘Ora, naquele tempo havia gigantes na Terra (...), quando os filhos dos anjos possuiram as filhas dos homens, às quais deram filhos’’. (Genesis). Uma miscigenação dos ‘‘filhos dos anjos’’ (extra-terrestres) com mulheres terráqueas? Como resultado, homens atípicos, gigantes. É livre deduzir.
Os norte-americanos nunca quiseram revelar a comprovação da existência de naves e seres de outras paragens cósmicas, pois seria admitir publicamente civilizações superiores e com tecnologia tão avançada a ponto de dominar a gravidade e as distâncias, vir das profundezes do Cosmos até aqui e retornar. Demais para o seu auto-conceito de povo rei da humanidade e divina super-potência.
Nada muda na relação entre Deus e o homem com a existência de extra-terrestres, mas ao menos faz a humanidade pensar de maneira menos egoísta e a não imaginar-se única, porém ciente de que os olhos do Cosmos nos observam, certamente muito mais do que nós a eles.
WALMOR MACARINI é jornalista em Londrina

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