Walmor Macarini
As pessoas tendem a dar mais atenção aos homens ricos, não porque eles têm dinheiro e sim pelo que podem fazer com ele. Os ricos costumam exaltar os ricos e assim atraem mais riqueza, porque não a rejeitam. Os que repudiam a riqueza nos outros não a apreciam, por isso a afastam de si. A riqueza contempla os que a cultuam e a olham com bons olhos, esteja ela em poder de quem estiver. A riqueza é uma invenção divina. Não fosse isto e a imagem do paraíso não seria cintilante, com riquíssimos lugares, majestosos palácios e anjos soando trombetas de ouro.
Se queremos riqueza temos que abrir nosso recipiente, e quanto maior ele for, mais riqueza cairá dentro dele. A riqueza tem que ser saudada todos os dias e proclamada bem-vinda. É do céu que ela cai, porque é lá onde, primeiro, ela ganha forma. O céu é qualquer lugar da nossa mente. A riqueza não se manifestará se não a criarmos. É da sabedoria dos mestres que não se terá o que se quer, mas se terá o que se criar. O banco cósmico está cheio de dinheiro e a parte de cada um está lá, e muito mais.
Não é um mal desejar a riqueza, mas se imaginarmos que o dinheiro é um mal, então o mal estará criado. E se nos apegamos ao dinheiro com tanto furor, a ponto de que nos cegue, então teremos criado para nós uma situação de cegueira. Se temos dinheiro e não queremos reparti-lo com ninguém, isto é uma decisão de cada um, mas é certo que se empregado para semear mais riqueza e beneficiar a muitos, fará muitas pessoas felizes e essa corrente o purificará.
Dinheiro é andarilho e preciso circular. Seu ciclo não pode ser interrompido. Passar de mão em mão é a sua sina. Dinheiro parado é dinheiro sem função. Tudo o que não é usado se atrofia. Assim como os membros do nosso corpo. Se temos R$ 100 e os guardamos, eles continuarão sendo R$ 100. Mas se os gastamos, e quem o receber o gastar também, eles serão R$ 200. Se mais e mais pessoas forem passando adiante esse valor, os R$ 100 se transformarão de R$ 100 milhões.
Se todos os que têm aplicações em bancos resolvessem, a um só tempo, retirar esses valores em forma de moeda, não haveria moeda para todos. Isto significando que o dinheiro só existe numa determinada quantia. Então, poderá significar apenas esse volume, se permanecer parado, ou milhares de vezes mais, se circular.
Nações hoje ricas ficaram ricas porque seu dinheiro andou e não porque tivessem mais moeda circulante que os países pobres. Elas consumiram mais, com o consequente aumento da produção, assim movimentaram mais o dinheiro. Onde há consumismo há riqueza, onde há poupança há estagnação.
Há um mistério cercando o dinheiro. Ele não aceita descaso. Aproxima-se de quem o acarinha e retrai-se ante os que o tratam mal. Se o denominamos de maldito ele corre, pois nem um inocente cãozinho se aproxima se o chutamos. Ao proclamarmos que o dinheiro está curto ele assumirá a medida que lhe dermos. Se afirmamos que é difícil ganhá-lo, podemos ter certeza de que isso passará a ser difícil.
É forte o poder criador do pensamento e da palavra, porque impulsionados pela convicção. Quanto mais afirmarmos que há uma crise, mais ela se robustecerá no inconsciente coletivo, e quanto mais nos fixarmos na abundância mais ela se manifestará.
Pobre conformado é o mais pobre dos pobres, porque atribui sua pobreza à vontade de Deus. Nossa vontade é que a aciona, e nada interfere em nosso
livre-arbítrio. Porque assim tem que ser, para que todas as coisas se cumpram.
Então, temos que saber quais são as nossas vontades. Se não as definirmos, Deus também não o fará, eis que não escolherá por nós. Mas se fizermos a escolha, o poder em nós se manifestará. Devemos mudar o nosso sistema de querer pelo de fazer a escolha, eleger as opções.
Por que muitas pessoas ganham dinheiro facilmente e outras lutam a vida inteira e não o conseguem? Porque aquelas decidiram tê-lo e as outras só o quiseram. A decisão é uma chave que abre as portas que se quer abrir. O dinheiro não se rege por leis morais ou imorais. Apenas exerce o seu papel. Naturalmente que se o cercarmos do propósito de vê-lo semeando mais riqueza ele a semeará, e isto será melhor para todos.
Temos que louvar a riqueza como riqueza, não importa com quem estiver. Ela não pertence a ninguém, porque é universal. Não é uma coisa única, mas tão abundante e tão disponível para todos como o ar que respiramos.
- WALMOR MACARINI é jornalista em Londrina





